Bombardeios da Turquia deixam 18 mortos no norte de Síria, segundo OSDH

Cairo, 25 abr (EFE).- Pelo menos 18 pessoas morreram nesta terça-feira, entre elas 15 milicianos curdo-sírios, em um bombardeio de aviões da força aérea da Turquia no leste da província de Al Hasaka, no nordeste da Síria, informou o Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH).

Esta ONG sediada no Reino Unido, mas que conta com ativistas no terreno, detalhou que os mortos são três ativistas de um centro de informação da principal milícia curdo-síria, as Unidades de Proteção do Povo (YPG, sigla em curdo), e 15 integrantes deste grupo armado.

A fonte lembrou que os aviões turcos tiveram como alvo um centro de informação vinculado às forças curdo-sírias, além de uma emissora de rádio e da base do Comando Geral das YPG na região de Karachok, perto da cidade de Derik, nos arredores da fronteira entre Síria e Iraque.

Até agora, as YPG confirmaram que algumas pessoas morreram e outras ficaram feridas pelos bombardeios turcos, que ocorreram às 2h locais (20h de Brasília da segunda-feira), mas não determinaram seu número.

As YPG qualificaram este ataque de "covarde" e asseguraram que o mesmo não as dissuadirá de sua "determinação e de sua vontade livre" para "lutar contra o terrorismo".

O líder curdo-sírio Saleh Muslim, presidente do Partido da União Democrática (PYD, sigla em curdo) - o braço político das YPG - afirmou que a "Turquia quer ajudar o 'Daesh' (acrônimo em árabe do grupo Estado Islâmico)", com estes bombardeios, em declarações feitas por telefone à Agência Efe.

"Os turcos estão contra a guerra contra o 'Daesh' e nos atacaram em Derik e Sinjar para evitar que nós os derrotemos", disse Muslim.

O Estado Maior do exército turco anunciou hoje em um comunicado que sua força aérea bombardeou alvos no Iraque das YPG e do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK, sigla em curdo), a guerrilha que defende a criação de um Estado curdo na região e é considerada uma organização terrorista pelo governo da Turquia.

O Ministério do Exército Peshmerga, as forças curdo-iraquianas, detalhou em uma nota que cinco de seus efetivos morreram e outros nove ficaram feridos por bombardeios turcos na região de Sinjar.

As YPG contam com apoio dos EUA e de outros países em sua luta contra o Estado Islâmico na Síria, mas a Turquia considera que essas milícias são uma "extensão do PKK", ou seja, que fazem parte de uma organização terrorista.

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