Venezuela ameaça deixar OEA se for convocada reunião sem seu aval

Caracas, 25 abr (EFE).- A ministra das Relações Exteriores da Venezuela, Delcy Rodríguez, afirmou nesta terça-feira que seu país deixará a Organização de Estados Americanos (OEA) se este órgão realizar uma reunião de chanceleres sem o aval dos venezuelanos, após alertar que amanhã está agendado um Conselho Permanente extraordinário.

"Se for realizada alguma reunião de chanceleres da OEA que não conte com o aval, com o consentimento do governo da Venezuela, eu recebi uma ordem do chefe de Estado, Nicolás Maduro, de iniciar o processo de saída da Venezuela desta organização", disse Delcy Rodríguez, ao canal estatal "VTV".

A ministra disse que o governo venezuelano "rejeita" qualquer espaço que tenha que ver "com a atuação da OEA na Venezuela" depois de saber que "um grupo de governos fez uma chamada para um Conselho Permanente extraordinário".

Ela disse que a Venezuela não continuará "permitindo violações da lei, violações das instituições, arbitrariedades que ultrapassam qualquer muro da moral, da ética" que devem manter as nações desta organização regional.

A ministra venezuelana disse que esta é uma "advertência" que faz Maduro para a comunidade nacional e internacional, pois não "permitirá" que continue a atuação "de uma coligação de governos com um viés político ideológico abertamente conhecido contra a Venezuela".

Delcy Rodríguez comentou que a OEA "foi desqualificada" pela atuação de seu secretário geral, Luis Almagro, que tem "intervindo em qualquer assunto que se refere a vida da Venezuela".

Mais cedo, soube-se que o Conselho Permanente da OEA realizará nesta quarta uma reunião para debater a possibilidade de consultar os chanceleres para discutir a questão da Venezuela, conforme relatado pelo órgão no comunicado com a convocação para a sessão.

No último dia 3, a OEA aprovou uma resolução onde afirmava que na Venezuela existe uma "grave alteração inconstitucional da ordem democrática".

A Venezuela atravessa por uma onda de protestos contra o governo que teve início há três semanas e já deixou 29 mortos, cerca de 430 feridos e mais de 1 mil detidos, dos quais 65 permanecem presos.

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