Bombardeios contra hospital deixam pelo menos 6 mortos na Síria

Cairo, 27 abr (EFE).- Pelo menos seis civis morreram nesta quinta-feira, entre eles dois bebês, em um suposto bombardeio de aviões russos contra um hospital da província de Idlib, na Síria, segundo informações do Observatório Sírio de Direitos Humanos.

A ONG afirmou que os bebês estavam em incubadoras na Unidade de Tratamento Intensivo do Hospital Médico Universitário, de Deir al Sharqi, em Idlib, e que morreram pela interrupção do oxigênio após o ataque.

A unidade de saúde foi atacada no início da manhã (hora local) pelos aviões, que efetuaram um total de quatro bombardeios.

A ONG não descartou que o número de mortos aumente, pois há feridos com gravidade e desaparecidos entre os escombros.

Além disso, outras dez pessoas foram mortas, incluindo cinco crianças, em ataques semelhantes em outras áreas de Idlib, como um centro médico na aldeia de Mar Zita e nas regiões de Mar Shurín e Sarya.

Quase toda Idlib está sob controle de facções rebeldes e islâmicas, como o Organismo de Liberdade do Levante, a aliança da ex-filial síria da Al Qaeda.

Os bombardeios contra hospitais e centros de saúde voltaram a ser frequentes em áreas sob controle da oposição síria.

Os coordenadores humanitários da ONU para o país árabe, Kevin Kennedy e Ali al-Zaatari, consideraram ontem "inaceitáveis" os bombardeios a instalações médicas no norte de Síria.

Em um comunicado, lembraram que há dois dias o hospital Shahid Wasim Huseini, na região de Kafr Tejarim, em Idlib, ficou fora de serviço por conta dos ataques aéreos, enquanto que no último sábado, os bombardeios tiveram como alvo um centro médico em Abdin, na mesma região, onde morreram quatro civis.

Kennedy destacou que "os ataques incessantes e persistentes contra hospitais e instalações médicas são uma das caraterísticas mais atrozes desta guerra".

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