Marine Le Pen diz que Macron é um adversário do povo e herdeiro de Hollande

Paris, 1 mai (EFE).- A candidata de extrema direita às eleições presidenciais na França, Marine Le Pen, apresentou seu rival no segundo turno, o social liberal Emmanuel Macron, como "o adversário do povo" que se move pelos "interesses do capital", e como herdeiro político do atual chefe de Estado, o socialista François Hollande.

"Sua ambição não é servir aos interesses dos franceses, mas aos interesses do capital", frisou Marine nesta segunda-feira em um comício para milhares de pessoas em Villepinte, na periferia norte de Paris.

Após lembrar seu passado como banqueiro e ministro da Economia de Hollande durante dois anos, entre agosto de 2014 e agosto de 2016, a candidata insistiu nos vínculos entre os dois e pediu aos eleitores que os mandassem "de volta para seus escritórios de negócios" porque os franceses "não podem aguentar mais".

Aludindo a um dos discursos mais famosos de Hollande na campanha presidencial de 2012, no qual o presidente disse que seu verdadeiro adversário era o sistema financeiro, Marine Le Pen utilizou esses mesmos argumentos para atacar seu rival.

"O adversário do povo continua sendo o mundo das finanças. Mas, desta vez, tem um nome, um rosto, um partido", comentou a candidata, em uma clara menção a Macron.

"Tudo no projeto de nosso adversário atenta contra nossos ideais de liberdade, igualdade e fraternidade", prosseguiu Marine em seus ataques.

A candidata advertiu que, se Macron ganhar no segundo turno no próximo domingo, o resultado será "uma França na qual a insegurança será geral", em que "o terrorismo islamita será uma praga com a qual os franceses terão que se acostumar".

A política de extrema direita confirmou que se vencer as eleições nomeará como premiê Nicolas Dupont Aignan, candidato nacionalista que obteve pouco menos de 5% dos votos no primeiro turno, com quem firmou no sábado uma aliança.

"Agora formamos a grande aliança patriótica e republicana", comentou Marine, antes de fazer um desafio a Macron: "Meu adversário não se atreve a dizer quem nomeará (como premiê). Sem dúvida, isto é para não assustar os franceses" e esconder que ele aposta pela ex-presidente da principal associação patronal da França, o Movimento das Empresas da França (MEDEF, sigla em francês), "Laurence Parisot".

Marine antecipou que, se vencer as eleições, seu governo será "de unidade nacional". "Não será o governo da continuidade, mas da mudança. Não será o da palavra, mas o da ação. Sobretudo, não será o governo das elites, mas o de todos os franceses".

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