Trump interrompe entrevista ao ser perguntado por espionagem de Obama

Washington, 1 mai (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, interrompeu abruptamente uma entrevista para a emissora "CBS News" ao ser questionado sobre suas insinuações de que o governo de seu predecessor, Barack Obama, grampeou os telefones da Trump Tower em Nova York.

Em uma parte da entrevista transmitida nesta segunda-feira, Trump, visivelmente incomodado, não quis entrar em detalhes sobre que tipo de provas tem contra o ex-presidente Barack Obama para sustentar a acusação de que espionou ilegalmente seu arranha-céu durante a campanha eleitoral de 2016.

O jornalista da "CBS News", John Dikerson, perguntou ao presidente se mantinha as acusações de que Obama havia lhe espionado, ao que Trump respondeu: "Eu não mantenho nada".

"Acredito que nossa versão ficou provada com força e todo o mundo fala dela", acrescentou Trump, cuja equipe chegou a apontar os serviços segredos britânicos como responsáveis pela espionagem se baseando em fontes surgidas na imprensa e não em informação de inteligência.

Nem o FBI (polícia federal americana) nem o Congresso dos EUA têm provas que sustentem as acusações de Trump de que foi espionado por Obama, sobre quem disse na entrevista que tem "boas palavras", mas com o qual não mantém "relação alguma".

Durante o processo de transição entre novembro e janeiro, Trump e Obama mostraram uma aproximação amistosa, mas, segundo assegurou o presidente, "tivemos problemas depois (...). Viu o que aconteceu com a espionagem".

Após assumir o poder em 20 de janeiro, o multimilionário nova-iorquino disse que tinha provas de que Obama tinha mandado grampear suas comunicações na Trump Tower, algo para o que deveria ter requerido aprovação de um tribunal e do que o novo governo não mostrou evidência alguma.

"O que aconteceu com a espionagem foi totalmente inadequado", comentou Trump em um momento da entrevista no centro do Salão Oval.

O jornalista da "CBS News" pediu então a Trump que se explicasse: "O que quer dizer? Eu digo porque o senhor não quer ser notícia falsa (...). Quero saber sua opinião (sobre a suposta espionagem); o senhor é o presidente dos EUA".

"É o suficiente", concluiu Trump, que imediatamente se sentou em sua mesa do Salão Oval para revisar alguns papéis, deixando o entrevistador falando sozinho.

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