Mulher processa hotel alemão a fim de investigar identidade de seu amante

Berlim, 2 mai (EFE).- Uma mulher processou um hotel no qual se hospedou há vários anos durante alguns dias com um amante, depois que o estabelecimento se negou a facilitar a identidade e os dados pessoais do homem, que segundo a solicitante poderia ser o pai do seu filho, nascido nove meses depois.

A imprensa alemã publicou nesta terça-feira a história depois que o Tribunal de Primeira Instância de Munique emitiu um comunicado com os detalhes do caso e informou que a solicitação tinha sido descartada.

Segundo o tribunal, a mulher, originária de Halle, no leste de Alemanha, se hospedou com seu acompanhante entre 4 e 7 de junho de 2010 em um quarto no segundo andar de um hotel de sua cidade.

Em 14 de março de 2011, deu à luz a um menino chamado Joel. A mãe suspeita que o pai poderia ser o homem com quem passou pos dias no hotel, do qual somente conhece seu suposto nome, Michael.

Com o fim de entrar em contato com o possível pai de seu filho para o pagamento de pensão, a mulher solicitou ao hotel que lhe facilitasse o nome completo e o endereço de seu acompanhante.

Ela sustentava que a Lei de Proteção de Dados lhe dava direito a conhecer essa informação, enquanto o hotel sustentava que não tinha obrigação de dar informações pessoal de seus hóspedes.

Além disso, no período em que a mulher se hospedou com seu acompanhante no hotel, havia quatro pessoas registrados com o nome de Michael e dado que a interessada não era capaz de fazer uma descrição detalhada de seu amante, também não era possível identificá-lo de maneira inequívoca, argumentava o hotel.

A mulher interpôs então uma demanda contra a rede hoteleira, com sede em Munique, perante o Tribunal de Primeira Instância dessa cidade, mas o juiz que instruiu o caso a rejeitou.

Segundo sua argumentação, "o direito à privacidade e à proteção do casal e da família dos homens afetados prima" sobre o direito à proteção da família e o direito à manutenção da demandante.

Além disso, os homens afetados têm direito "ao respeito de sua esfera privada e íntima" que os protege, precisamente, da obrigação de ter que revelar suas relações sexuais, sublinha o tribunal em seu comunicado.

"Este direito seria afetado se facilitasse os dados, pois evidenciariam de maneira irrefutável a possibilidade de uma relação sexual com a demandante, que foi mãe de um menino", precisa o tribunal.

A sentença acrescenta que "a demandante é incapaz de apresentar detalhes adicionais" que permitam identificar a pessoa que seria obrigada a pagar a manutenção do menino e desconhece, além disso, se o nome dado pelo homem é o real.

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