Partido minoritário evita crise política no Nepal

Katmandu, 2 mai (EFE).- Um partido minoritário membro da coalizão de Governo do Nepal evitou nesta terça-feira uma crise política no país ao manter seu apoio ao primeiro-ministro, Pushpa Kamal Dahal, apesar de desaprovar sua decisão de abrir um julgamento político contra a presidente do Supremo Tribunal.

"Não queremos empurrar o Executivo a uma minoria que pode afetar as eleições locais faltando duas semanas para a realização", disse à Agência Efe Yogendra Chaudhary, presidente do Nepal Loktantrik Forum (NLF), com 18 das 593 cadeiras do Parlamento.

A saída do NLF teria deixado o Executivo sem maioria absoluta, depois que outra formação com 37 parlamentares deixou a coalizão do governo pela decisão dos partidos maioritários de iniciar uma moção solicitando o impeachment da presidente do Supremo, Sushila Karki.

No domingo, os 249 deputados do Partido Comunista (UCPN-M, maoísta) e do Partido do Congresso Nepalí (NC) apresentaram a moção alegando que a chefe da máxima instância judicial violou a Constituição ao invadir as competências do Executivo revogando a nomeação do número três da Polícia do país.

Apesar de ser contra o passo dado pelas duas formações maioritárias, o NLF decidiu em uma reunião de seu Comitê Central de Trabalho continuar respaldando Dahal para garantir o desenvolvimento das primeiras eleições locais em 20 anos no país, que acontecerão em duas fases, em 14 de maio e 14 de junho.

Em seu lugar, a formação minoritária votará contra se a moção chegar a ser votada no Legislativo, detalhou o presidente do NLF.

O ex-líder guerrilheiro Pushpa Kamal Dahal, do UCPN-M, foi escolhido em 3 de agosto como primeiro-ministro à frente de um Governo de coalizão integrado por vários partidos, da qual já se retiraram as formações madhesi, que mantêm uma disputa com o resto de partidos pela Constituição do país.

Após a retirada dos apoios de ontem, o dirigente conta com 309 deputados no Parlamento, quase no limite das 297 cadeiras que dão a maioria.

O Governo de Dahal substituiu o de Sharma Oli, líder do Partido Comunista Unificado (CPN-UML, marxista-leninista), com o qual formava coalizão e do qual se separou por diferenças na gestão do país.

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