Controverso presidente do Parlamento da Macedônia toma posse

Skopje, 3 mai (EFE).- O presidente do Parlamento macedônio, Talat Xhaferi, cuja controversa eleição desencadeou a invasão de manifestantes na câmara, tomou posse nesta quarta-feira, apesar de sua nomeação ainda não ter sido publicada no Boletim Oficial

O primeiro a visitar seu escritório foi o embaixador da União Europeia (UE) em Skopje, Samuel Zbogar, que, segundo um tweet, assegurou que Bruxelas está preparada para trabalhar com ele nas reformas necessárias para a integração euroatlântica do país e se referiu a ele como o "novo presidente do Parlamento".

"Por enquanto não tenho informação de como vai se desenvolver meu trabalho...os cidadãos serão informados a tempo", disse Xhaferi aos meios locais, acrescentando que as instituições parlamentares vão pedir que sua eleição seja publicada no Boletim Oficial.

Por outro lado, tanto a aliança conservadora VMRO-DPMNE, vencedora das eleições de dezembro com só duas cadeiras a mais que os social-democratas, como o presidente do país, Gjorge Ivanov, se queixam que Xhaferi foi escolhido infringindo muitos regulamentos parlamentares.

Os legisladores apresentaram denúncias contra dois deputados socialistas que moderavam a eleição de Xhaferi que são supostamente acusados de cometer um delito.

"A União Social democrata (USDM) tenta escolher ilegalmente o presidente e eliminar a vontade da maioria dos cidadãos que votaram no VMRO-DPMNE nas últimas eleições. Esta forma ilegal de escolher o presidente do Parlamento supõe um precedente perigoso ", afirmou hoje a aliança conservadora.

A tomada de posse de Xhaferi acontece em um momento de alta instabilidade política, depois que centenas de manifestantes invadiram o Parlamento na quinta-feira passada.

O ataque que deixou cem pessoas feridas, entre elas alguns deputados, incluído o líder social democrata Zoran Zaev, foi desencadeado após um protesto contra uma eleição que os manifestantes nacionalistas consideraram inconstitucional por ocorrer depois da sessão regular da jornada, em ausência da administração da câmara e sem público presente.

As tensões políticas na Antigua República Iugoslava da Macedônia começaram após as eleições antecipadas do dia 11 de dezembro, quando o VMRO-DPMNE venceu as eleições, mas não conseguiu formar governo e o país foi obrigado a repetir o pleito.

Foi então quando a SDSM assegurou a maioria parlamentar com o apoio de três dos quatro partidos albaneses com representação na câmara.

No entanto, o presidente Ivanov rejeitou dar o mandato e afirmou que esta maioria foi alcançada depois que a vizinha Albânia interferiu nos resultados, pondo em perigo a soberania e a integridade territorial do país.

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