Cristina Kirchner depõe como testemunha em caso contra chefe do banco central

Buenos Aires, 3 mai (EFE).- A ex-presidente da Argentina, Cristina Kirchner (2007-2015), depôs nesta quarta-feira como testemunha em uma causa que ela mesma move contra o titular do Banco Central, Federico Sturzenegger, pela execução da venda de contratos futuros de dólar.

Cristina prestou depoimento hoje no escritório do procurador federal, Jorge Di Lello, em uma investigação contra Sturzenegger e o juiz federal Claudio Bonadio, que investiga, em outro caso, supostas irregularidades nos contratos futuros de dólar efetuadas no ano passado pelo Banco Central, na última parte do mandato da ex-governante, pelas quais foi processada em maio de 2016.

A denúncia impulsionada por Cristina e apresentada por um grupo de deputados kirchneristas em abril do ano passado solicita uma investigação sobre uma possível "gestão irregular em prejuízo da administração pública, ao ter se modificado as condições em que foram realizados os contratos denominados de dólares a futuro em prejuízo dos interesses estatais e a favor de particulares".

A denúncia inclui também acusações de "abuso de autoridade e violação dos deveres de funcionário público" e suposta "prevaricação por parte do juiz interveniente".

A ex-presidente se sentará no banco dos acusados pela causa tramitada por Bonadio, que estabeleceu que Cristina incorreu em "gestão irregular em prejuízo da administração pública".

Também irão a julgamento o ex-presidente do Banco Central, Alejandro Vanoli, o ex-ministro da Economia, Axel Kicillof, e outros 12 ex-funcionários de seu governo.

Bonadio investiga se, por meio da realização de contratos futuros de dólar, o Banco Central pactuou a venda de dólares a um preço que rondava 10,65 pesos por unidade, abaixo do valor estabelecido na Bolsa de Nova York para este tipo de operações, que naquele momento encontrava-se em torno de 14 pesos por unidade.

Segundo o magistrado, esta política teria ocasionado perdas milionárias à entidade bancária, enquanto tanto a ex-governante como o kirchnerismo em geral continuam rejeitando as acusações e alegam que as perdas aconteceram devido à desvalorização ordenada pelo governo de Mauricio Macri, pouco depois de assumir o cargo em dezembro de 2015.

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