UE diz que conta do Brexit não é um castigo, mas respeito a compromissos

Bruxelas, 3 mai (EFE).- O negociador da Comissão Europeia, o órgão executivo da União Europeia (UE), sobre o Brexit, o francês Michel Barnier, enfatizou nesta quarta-feira que a soma que o Reino Unido deverá pagar por sua saída do bloco "não é um castigo, nem um imposto", mas representa a necessidade de que Londres cumpra com os compromissos que adquiriu.

"Foram adotados compromissos e estes devem ser cumpridos, é uma questão de responsabilidade", disse hoje Barnier em uma coletiva de imprensa, na apresentação da recomendação da Comissão para a abertura das negociações com o Reino Unido.

Barnier advertiu que "não respeitar as contas é uma situação que pode explodir", e mencionou os "problemas políticos e jurídicos" que poderiam derivar da interrupção dos projetos e programas em cujo financiamento se comprometeu o Reino Unido.

Nesse contesto, o negociador da Comissão assegurou que os países-membros da UE jamais pretendiam "pedir um cheque em branco ao Reino Unido", e insistiu que é apenas uma questão de que esse país "pague suas contas".

O negociador insistiu nos três pontos principais nos quais a UE quer concentrar as negociações em uma primeira fase: a proteção dos direitos dos cidadãos (tanto europeus no Reino Unido como britânicos na UE), bem como o acordo financeiro e evitar uma fronteira exterior e uma fronteira dura entre Irlanda do Norte e Irlanda.

Por outro lado, Barnier qualificou de "encontro cordial" o jantar que manteve em Londres na semana passada junto com o presidente da Comissão, Jean-Claude Juncker, e com a primeira-ministra britânica, Theresa May.

Não entanto, Barnier reconheceu que "as posições (das partes) são diferentes, às vezes muito diferentes", algo que, para ele, "não é nenhuma surpresa", mas considerou que, por esse motivo, "é preciso começar as negociações o mais rápido possível".

Além disso, o negociador insistiu na necessidade de "transparência" ao longo de todo o processo de negociação, que ele acredita que será "difícil".

"A UE deve manter sempre a cabeça fria e voltada para uma solução", considerou Barnier, que insistiu na necessidade de "realizar todos os seus esforços para chegar a um acordo".

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