Berlim aplaude acordo de Astana sobre Síria, mas teme papel do Irã

Berlim, 5 mai (EFE).- O governo da Alemanha elogiou nesta sexta-feira o acordo assinado em Astana entre Rússia, Turquia e Irã para estabelecer quatro zonas seguras na Síria, por considerar que pode contribuir para frear a violência no país, mas também expressou receio pelo papel de Teerã na iniciativa.

O porta-voz do Executivo alemão, Steffen Seibert, assegurou em uma coletiva de imprensa que Berlim "cumprimenta toda iniciativa que possa levar à distensão" e facilite a chegada de ajuda humanitária à população civil.

"Pode ser um passo na direção adequada", destacou Seibert, que indicou que somente representará um "avanço sustentável" se contribuir para que seja retomado o "processo político de Genebra".

O porta-voz ressaltou ainda que a Rússia tem uma responsabilidade especial neste acordo, mas tachou de "problemático" o papel de supervisão que foi outorgado ao Irã.

Seibert também considerou "positivo" que representantes dos Estados Unidos estivessem presentes em Astana, capital do Cazaquistão, embora não tenham participado ativamente nas negociações.

O governo americano pediu ontem "cautela" perante este acordo, especialmente pela participação de Teerã, ao mesmo tempo em que insistiu em seu apoio "a qualquer esforço" que busque reduzir a violência no país árabe.

Por sua parte, o enviado especial da ONU para Síria, Staffan de Mistura, elogiou a assinatura do acordo ao destacar que "a iniciativa é um importante passo na direção adequada, porque impulsionará a redução da tensão em quatro áreas, o que se soma ao regime do cessar-fogo".

A guerra na Síria deixou até agora, em cinco anos de conflito, mais de 250.000 mortos e 12 milhões de deslocados.

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