Marine Le Pen é vaiada durante visita à catedral no último dia da campanha

(Atualiza com a reação de Marine Le Pen).

Paris, 5 mai (EFE).- A candidata ultradireitista à presidência da França, Marine Le Pen, foi vaiada nesta sexta-feira por militantes de esquerda durante uma visita à catedral de Reims, no nordeste do país, em um ato público a poucas horas do encerramento da campanha.

A líder do partido Frente Nacional (FN) programou de última hora uma visita a essa catedral - um lugar simbólico já que ali eram tradicionalmente coroados os reis da França - e surpreendeu a todos, já que sua agenda só incluía para hoje entrevistas com meios de comunicação.

Em sua chegada, acompanhada do soberanista Nicolas Dupont-Aignan, sexto colocado do primeiro-turno e que será seu primeiro-ministro em caso de vitória, a catedral foi desocupada, enquanto um grupo de jovens, identificados como militantes de esquerda, começou a vaiar a candidata.

Os manifestantes gritaram palavras de ordem a favor do ex-candidato da esquerda radical, Jean-Luc Mélenchon, quarto colocado do primeiro turno, além de tentar impedir o acesso de Marine Le Pen ao local.

Após meia hora no interior do templo, a candidata ultradireitista saiu por uma porta traseira a toda velocidade, mas sem livrar-se das vaias de um grupo mais reduzido de manifestantes que o que a recebeu na entrada principal.

"Você não está em sua casa", gritaram os manifestantes em alusão ao lema da FN: "Estamos em nossa casa".

Outros membros do partido, como o vice-presidente, Florian Philippot, também foram vaiados quando deixaram o templo, em seu caso pela porta principal.

Dupont-Aignan atribuiu o ocorrido em Reims a "esquerdistas que não respeitam nada, nem a democracia nem a história de França".

No entanto, já de volta a Paris, Marine Le Pen responsabilizou militantes do Em Movimento, o partido fundado pelo social liberal Emmanuel Macron, seu oponente no segundo turno das eleições presidenciais do próximo domingo.

"Estamos diante de um momento no qual os franceses têm que optar por algo importante e hordas de pessoas vieram nos empurrar e insultar", declarou a candidata à imprensa.

A ultradireitista considerou ainda "um símbolo" que esse ato tenha acontecido no "lugar do batismo da França, um lugar sagrado, histórico".

A cidade de Reims, capital da região de Champanha-Ardenas, votou majoritariamente em Macron no primeiro turno, mas no departamento, essencialmente rural, quem terminou em primeiro lugar foi a líder ultradireitista.

Macron, por sua parte, fechou sua campanha com uma visita a Rodez e a Toulouse, duas cidades do sul do país onde obteve bons resultados no primeiro turno.

O candidato social liberal, que todas as pesquisas apontam como vencedor, pretende viajar a Paris para dar sua última entrevista ao site "Mediapart", um meio de comunicação vetado por sua rival em seus atos de campanha.

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