Comissão lembra que divulgar documentos de Macron pode ser considerado crime

Paris, 6 mai (EFE).- A Comissão Nacional de Controle da Campanha Presidencial (CNCCEP) na França lembrou neste sábado a todos os cidadãos que a divulgação de documentos hackeados da campanha do candidato presidencial Emmanuel Macron (o "MacronLeaks", como já vem sendo chamado na França) pode envolver "responsabilidade penal" de seus autores.

Após reunião de urgência nesta manhã para examinar o caso, a CNCCEP renovou a advertência lançada de madrugada aos meios de comunicação e estendeu o aviso a toda a população e usuários de redes sociais.

O organismo "pede aos atores presentes em sites da internet e nas redes sociais, em primeiro lugar os meios, mas também todos os cidadãos, a ter responsabilidade e não transmitir esses conteúdos, com o intuito de não alterar a transparência da eleição, não infringir a lei e não se expor a uma infração penal".

E lembra que os documentos divulgados têm todas as chances de terem sido "misturados com informações falsas". Com isso, a transmissão ou retransmissão está "suscetível a receber uma qualificação penal de muitos tipos e de acarretar a responsabilidade de seus autores".

O partido Em Movimento, fundado por Macron, informou na noite de ontem que foi vítima de um ataque hacker "em massa e coordenado" que levou ao vazamento "nas redes sociais de informações internas de diversas naturezas". A coordenação da campanha denunciou que os arquivos pirateados - como e-mails, documentos contábeis e contratos - "foram obtidos há várias semanas graças ao ataque hacker de endereços de e-mail pessoais e profissionais de dirigentes do movimento".

De acordo o grupo criado pelo ex-ministro da Economia há um ano visando a disputa das eleições, os autores do ataque enviaram documentos falsos junto com verdadeiros para "semear a dúvida e a desinformação".

O anúncio foi feito faltando pouco menos de 24 horas para a abertura das urnas para o segundo turno das eleições presidenciais e poucos minutos depois do encerramento da campanha eleitoral de um pleito que tem Macron como grande favorito em relação à candidata de extrema direita Marine Le Pen.

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