Guarda impede sem violência marcha de mulheres opositoras em Caracas

Caracas, 6 mai (EFE).- A Guarda Nacional Bolivariana (GNB) da Venezuela impediu neste sábado que uma marcha organizada por milhares de mulheres que se opõem ao governo do presidente Nicolás Maduro chegassem a sede do Ministério de Interior e Justiça, no centro de Caracas, onde pretendiam pedir o fim da repressão aos protestos.

A manifestação, que foi convocada pela Mesa de Unidade Democrática (MUD), aliança política de oposição a Maduro, foi interrompida em um ponto da avenida Francisco Fajardo, a principal da capital venezuelana. No entanto, não foram registrados incidentes violentos entre manifestantes e as forças de segurança.

As milhares de mulheres já tinham sido obrigadas a mudar o trajeto do protesto devido à presença de agentes da Polícia Nacional Bolivariana (PNB) bloqueando algumas avenidas, como já tinha ocorrido em outras ocasiões desde o início da onda de protestos no país no último dia 1º de abril.

As deputadas que lideravam a manifestação decidiram se sentar durante horas em frente à barreira erguida pela GNB. Elas foram acompanhadas pelas milhares de mulheres que participavam do protesto, quase todas vestidas de branco.

"Vamos continuar lutando pela liberdade da Venezuela porque vale a pena lutar por essa terra que nos viu nascer. As mulheres deste país vão parir a democracia", disse a deputada Delsa Solórzano aos guardas que estavam atrás da barreira.

Depois de duas horas, a vice-ministra de Interior, Rosaura Navas, chegou ao local e conversou com as parlamentares, que lhe entregaram um documento no qual pedem o fim da repressão contra as recentes manifestações no país, que já deixaram 37 mortos e 700 feridos.

No texto, segundo a MUD, elas pedem liberdade dos opositores presos, a abertura de um canal de ajuda humanitária, a convocação de eleições livres e o reconhecimento da Assembleia Nacional, o único poder no país sob controle dos opositores a Maduro.

Também participaram Lilian Tintori, a esposa do opositor preso Leopoldo López, e o duas vezes candidato à presidência Henrique Capriles, que afirmou que o governo tem "terror" de que as mulheres digam a verdade sobre o que ocorre no país.

A oposição venezuelana afirmou que foram registradas marchas de mulheres em quase todo o país neste sábado. Uma delas foi até à prisão onde López cumpre pena. Segundo a MUD, a manifestação foi dispersada pela polícia com bombas de gás lacrimogêneo.

Receba notícias do UOL. É grátis!

Facebook Messenger

As principais notícias do dia pelo chatbot do UOL para o Facebook Messenger

Começar agora

Receba por e-mail as principais notícias, de manhã e de noite, sem pagar nada. É só deixar seu e-mail e pronto!

UOL Cursos Online

Todos os cursos