Mulheres opositoras e favoráveis ao governo se manifestam na Venezuela

Caracas, 6 mai (EFE).- Milhares de mulheres venezuelanas contrárias ao governo de Nicolás Maduro marcham neste sábado em Caracas e em várias cidades do interior do país "contra a repressão" que, segundo elas, os corpos de segurança do Estado exerceram durante a onda de protestos que começou em 1 de abril.

Enquanto essa manifestação acontecia, centenas de cidadãs fizeram um protesto, esse na porta da Defensoria do Povo, no centro da capital, para criticar a violência "terrorista", pedir paz e mostrar apoio a Assembleia Nacional Constituinte, convocada pelo presidente, Nicolás Maduro.

Vestidas de branco e carregando a bandeira nacional, as representantes do sexo feminino da oposição se concentraram na Praça Brión de Chacaíto, no leste de Caracas, com a intenção chegar à sede do Ministério de Interior e Justiça e pedir o "fim da repressão".

Esta mobilização desviou o trajeto original por conta da Guarda Nacional Bolivariana (GNB) e da Polícia Nacional Bolivariana (PNB) que impediram o caminho inicial. Dezenas de deputadas participaram desta marcha, onde a maioria das participantes pediu paz e lembrou os nomes das 37 pessoas mortas durante a onda de protestos.

"Esta luta é pelo país, a Constituição está sendo violada. Precisamos ter uma reconciliação", disse a deputada Marialbert Barrios para dezenas de mulheres policiais que encabeçaram os piquetes da força pública que obrigava o desvio da marcha.

Já na concentração das mulheres favoráveis, a ministra para a Mulher e a Igualdade de Gênero, Blanca Eekhout, explicou que a mobilização era para rejeitar a violência registrada desde 1 de abril.

"As diferenças são resolvidas no diálogo. Precisamos manter a paz, a democracia e o mecanismo que pôs o presidente para isso é a Constituinte, que é o instrumento da democracia verdadeira", disse ela aos jornalistas antes de começar a marcha.

Blanca afirmou que o chamado do governo venezuelano é "à serenidade, para que prevaleça o amor e a convivência", ao mesmo tempo em que rejeitou a "manipulação imperialista" sobre a situação do país que provém "de quem agora governa os Estados Unidos".

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