Líder do EI no Afeganistão morre em operação de tropas governamentais

Cabul, 7 mai (EFE).- O líder do grupo Estado Islâmico no Afeganistão, Abdul Hasib, morreu em uma operação das forças de segurança na província de Nangarhar, considerada como o reduto da organização no país e onde os Estados Unidos lançaram há três semanas a chamada "mãe" de todas as bombas.

"O chefe do EI no Afeganistão, Abdul Hasib, morreu em uma operação policial comandada pelas Forças Especiais afegãs em Nangarhar", informou hoje a presidência do país pelo Twitter.

O escritório de comunicação das tropas dos EUA no Afeganistão também confirmou a morte do líder terrorista em comunicado e explicou que vários outros comandantes do grupo morreram na ação. A ofensiva conjunta, segundo a nota, começou no dia 27 de abril.

As autoridades do Afeganistão responsabilizam Hasib de ordenar o ataque que deixou mais de 50 mortos em um hospital militar de Cabul no dia 8 de março. Além disso, ele é acusado de sequestrar meninas e decapitar idosos no país.

"Esse é o segundo emir do EI morto em nove meses, além de dúzias de líderes e centenas de combatentes", destacou o comandante das tropas dos EUA e da Otan no Afeganistão, general John Nicholson.

O anúncio da morte ocorre três semanas depois de os EUA terem lançado na província de Nangarhar uma das bombas mais potentes de seu arsenal convencional com o objetivo de destruir uma das últimas fortificações do EI e facilitar as operações na região.

A "mãe de todas as bombas", como é chamado o míssil GBU-43, matou 96 jihadistas. Além disso, outros 300, segundo dados do Ministério de Defesa do Afeganistão, foram mortos desde então em diferentes operações conjuntas entre soldados dos dois países.

Em junho do ano passado, o governo do Afeganistão afirmou que o EI estava derrotado em grande parte das áreas nas quais o grupo permanecia ativo. No entanto, a organização continuou reivindicando algumas das ações mais sangrentas no país, como o ataque suicida contra uma manifestação da minoria hazara que deixou 80 mortos.

Há três semanas, o governo local afirmou que 400 membros do EI estão no país. Pouco depois, a Otan afirmou, sem dar números exatos, que os jihadistas tinham sido reduzidos à metade nos últimos dois anos.

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