Mais de 40% dos eleitores de Mélenchon e Fillon votaram em Macron

Paris, 7 mai (EFE).- Do total de eleitores do radical de esquerda Jean-Luc Mélenchon no primeiro turno das eleições presidenciais francesas, 43% votaram neste domingo em Emmanuel Macron, assim como fizeram 45% dos que haviam apoiado o conservador François Fillon, segundo uma pesquisa do instituto BVA.

Outros 33% dos que votaram em Mélenchon se abstiveram no pleito de hoje, mas entre os que foram às urnas, 65% escolheram Macron - ganhador da eleição -, 14% optaram pela candidata de extrema direita, Marine Le Pen, e os 21% restantes decidiram votar branco ou nulo.

Isso significa, em primeiro lugar, que os eleitores de Mélenchon não se comportaram como o indicado pela pesquisa realizada por seu movimento, o França Insubmissa, entre seus apoiadores entre os dois turnos.

Entre os 243.128 entrevistados (dos mais de 7,06 milhões que votaram em Mélenchon no dia 23 de abril), 36,12% disseram ter optado por "branco ou nulo", 34,83% por Macron e 29,05% por uma abstenção. Não havia a opção de escolher Marine Le Pen.

O líder radical de esquerda não quis manifestar apoio a um dos candidatos para o segundo turno, apenas pediu que se impedisse que a candidata ultradireitista chegasse ao poder.

O instituto BVA apontou que, entre os eleitores de Fillon, que no primeiro turno ficou em terceiro, com 7,21 milhões de votos (20,01% do total), 27% se abstiveram.

Entre os que foram às urnas, 61% optaram por Macron, 23% por Le Pen e 16% por branco ou nulo.

Embora o partido de Fillon - Os Republicanos - não tivesse se pronunciado explicitamente a favor de Macron, apenas contra Le Pen, muitos de seus líderes anunciaram que votariam no ex-ministro da Economia.

Entre todos os que apoiaram ontem Macron nas urnas, somente 20% declararam tê-lo feito por adesão a seu projeto, 50% o justificaram para impedir uma vitória de Marine Le Pen e 30% por considerá-lo o candidato menos afastado de suas posições políticas.

No caso da líder da Frente Nacional, 31% dos eleitores o fizeram por afinidade a suas idéias e 35% para tentar evitar que Macron chegasse à presidência.

Por categorias socio-profissionais, Le Pen foi majoritária entre os operários (59%, contra 41% que votaram em Macron), mas claramente minoritária nas demais, em particular entre os aposentados (22% contra 78%) e entre o grupo conhecido como CSP+ que reúne empresários, comerciantes e outras categorias com renda mais alta (24%, contra 76%).

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