"O que fizemos não tem precedente nem equivalente", diz Macron

Paris, 7 mai (EFE).- O presidente eleito da França, Emmanuel Macron, comemorou neste domingo a vitória no pleito em discurso para seus eleitores e destacou que o resultado obtido desde o lançamento de seu movimento político, o "En Marche", há pouco mais de um ano, "não tem precedente nem equivalente" na história do país.

"O que fizemos nesses meses não tem precedente nem equivalente. Todo mundo dizia que era impossível. Isso é porque não conheciam a França!", afirmou Macron na esplanada do Museu do Louvre, em um discurso cheio de emoção para dezenas de milhares de pessoas.

O jovem político social liberal, de 39 anos, o mais novo presidente da história da França, reiterou que a tarefa que tem pela frente é imensa. E pediu votos nas eleições legislativas de junho para os candidatos de sua plataforma para "construir uma maioria verdadeira, forte, uma maioria da mudança que o país aspira".

"Essa maioria de mudança é que espero de vocês em seis semanas, porque continuo precisando", indicou.

Macron alertou que o que virá pela frente não será fácil, mas prometeu ao público que sempre dirá a verdade, que protegerá a França e que tem como objetivo unir e reconciliar o país.

O presidente eleito chegou ao palco erguido no Louvre em uma sequência de uma cenografia muito bem ensaiada, com o hino oficial da União Europeia de fundo. No local, lembrou que o museu guarda a história da França, do antigo regime à liberdade de Paris da ocupação nazista, e disse que, nesta noite, a Europa e o mundo olhavam para os franceses porque esperavam que "defendamos em todas as partes o espírito do Iluminismo".

Macron reconheceu que uma parte dos votos conquistados hoje foi dado por eleitores que não estão de acordo com suas ideias, mas que decidiram apoiá-lo "em favor da república, contra o extremismo". E a mensagem para eles foi direta. "Protegei a República", disse.

O centrista também falou sobre os franceses que votaram em sua adversária. Macron prometeu que fará o possível para que daqui cinco anos eles não tenham nenhuma razão para "votar no extremismo".

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