EUA planejam investir US$ 7,5 bilhões em estratégia militar na Ásia

Washington, 8 mai (EFE).- O Pentágono vai apoiar um plano de investimento de US$ 7,5 bilhões em cinco anos para uma nova estratégia militar na região da Ásia-Pacífico, que inclui a atualização de infraestruturas e o envio de mais tropas, informou nesta segunda-feira o The Wall Street Journal.

A proposta pode gerar mais críticas da China pela maior presença militar americana na região, enquanto os Estados Unidos continuam mantendo a postura de pressão sobre a Coreia do Norte e de apoio aos aliados da Coreia do Sul e do Japão.

O plano substituiria a política para a Ásia do governo de Barack Obama, focada no plano comercial e diplomático que, apesar disso, gerou um aumento da presença militar e naval na região.

A nova estratégia tem sido chamada de Iniciativa de Estabilidade na Ásia-Pacífico e foi formulada, em grande parte, pelo senador republicano e ex-candidato presidencial John McCain.

O secretário de Defesa, James Mattis, assim como o chefe do Comando do Pacífico, almirante Harry Haris, elogiaram publicamente o plano, mas não deram detalhes da proposta.

Segundo McCain, o plano tem como princípio básico uma melhoria da postura militar na Ásia, mais investimento em infraestruturas estratégicas, novos equipamentos militares, exercícios conjuntos mais frequentes e cooperação com aliados regionais.

O governo de Donald Trump já se mostrou favorável a uma aproximação com a China, mas, simultaneamente, elevou as ameaças contra o regime da Coreia do Norte, aliado de Pequim, com o objetivo de pôr fim à política de "paciência estratégica" de Obama.

O ex-presidente manteve uma postura moderada em relação às provocações da Coreia do Norte, respondendo apenas com sanções. No entanto, elevou a presença militar no Pacífico com o envio de 1.200 soldados para a Austrália.

Além disso, Obama negociou um maior acesso a bases militares nas Filipinas e o envio de navios de vigilância para Cingapura.

Esses movimentos ocorreram ao mesmo tempo em que a China aumentava sua presença em pequenas ilhas em disputa no Mar do Sul da China, construindo estruturas que poderiam ter uso militar, uma ação que preocupa vizinhos como Malásia, Vietnã e Filipinas.

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