Favoritos nas eleições presidenciais sul-coreanas depositam seus votos

Seul, 9 mai (EFE).- Os candidatos favoritos nas eleições presidenciais da Coreia do Sul depositaram seus votos nesta terça-feira (data local) em eleições antecipadas após a destituição da ex-presidente Park Geun-hye, nas quais 42,4 milhões de sul-coreanos estão convocados às urnas.

Às 9h (horário local, 21h de Brasília), três horas depois da abertura dos colégios eleitorais, a participação situava-se em 9,4%, segundo dados da Comissão Nacional Eleitoral (NEC).

Mais de um quarto do eleitorado (11,07 milhões) já depositou seu voto nos dois dias de votação antecipada realizados na quinta e na sexta-feira da semana passada.

O candidato presidencial favorito segundo as pesquisas, o liberal Moon Jae-in (com 42,4% de intenções de voto), se deslocou junto com sua esposa até o oeste de Seul para votar, em um dos 13.964 pontos habilitados em todo o país.

Por sua vez, o conservador Hong Joon-pyo (com 18,6%) depositou seu voto em uma mesa instalada no sudeste da capital sul-coreana, enquanto o centrista Ahn Cheol-soo (com quem está empatado em pontos) fez o mesmo no nordeste de Seul.

Os colégios eleitorais estarão abertos até 20h (8h de Brasília), duas horas a mais que nas eleições anteriores de dezembro de 2012, em uma tentativa de fomentar a participação.

Diferentemente das eleições precedentes, o presidente eleito tomará posse imediatamente depois que o NEC fizer uma declaração oficial de sua vitória em uma reunião programada para a primeira hora de quarta-feira.

No total, 13 candidatos (dois dos 15 inicialmente apresentados se retiraram) concorrem nas eleições presidenciais da Coreia do Sul, embora muitos acreditem que a corrida presidencial será decidida entre Moon, Hong e Ahn.

As eleições vêm marcadas pelo caso "Rasputina", motivo pelo qual os eleitores poderiam castigar a direita nas urnas, devido ao envolvimento da ex-presidente conservadora no esquema de corrupção.

Estas são as primeiras eleições presidenciais antecipadas na Coreia do Sul, após a também primeira destituição na democracia de um governante por parte de seu Tribunal Constitucional.

Park Geun-hye foi deposta no último dia 10 de março devido a seu envolvimento no caso de corrupção da "Rasputina", alcunha que recebeu sua amiga Choi Soon-sil, junto a quem está acusada de criar uma rede de tráfico de influências e extorsão de empresas.

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