Obama aconselhou Trump a não contratar Flynn, dizem fontes do último governo

Washington, 8 mai (EFE).- O ex-presidente dos Estados Unidos Barack Obama aconselhou seu sucessor Donald Trump a não contratar Michael Flynn como seu principal conselheiro de Segurança Nacional, segundo fontes ligadas ao ex-governante citadas pelas emissoras "NBC" e "CNN".

A advertência, que veio à tona nesta segunda-feira, foi feita 48 horas depois do triunfo de Trump nas eleições de 8 de novembro e quando os dois se reuniram durante uma hora e meia no Escritório Oval da Casa Branca.

Flynn teve que deixar o cargo em fevereiro por suas conversas no final do ano passado com o embaixador russo nos EUA, Sergey Kislyak, com quem falou sobre as sanções que Obama impôs a funcionários da inteligência russa por sua suposta interferência nas eleições presidenciais.

O ex-general Flynn mentiu ao vice-presidente americano, Mike Pence, e a outros integrantes do alto escalão do governo Trump sobre o conteúdo dessas conversas com o embaixador russo e assegurou que o diálogo foi sobre férias e não sobre as sanções contra a Rússia.

Segundo a "NBC", que citou três ex-funcionários do governo Obama, o ex-presidente alertou Trump de que Flynn tinha mantido contatos questionáveis com a Rússia durante o seu mandato e o aconselhou que não nomeasse o ex-general em um "cargo de alto escalão".

O próprio Obama nomeou Flynn em 2012 para dirigir a Agência de Inteligência de Defesa (DIA, sigla em inglês), um cargo que o ex-general abandonou prematuramente em 2014.

Funcionários que trabalharam com Flynn na DIA asseguram que ele foi demitido por sua gestão caótica do órgão, mas o próprio general defende que o problema foi que ele se recusou a aderir à linha oficial da Casa Branca e que tinha fortes divergências com os rumos da político externa de Obama.

A revelação sobre os avisos de Obama acontece no mesmo dia em que está previsto o comparecimento em uma comissão do Senado da ex-procuradora-geral adjunta Sally Yates, que se transformou em uma testemunha-chave da investigação do FBI e do Congresso sobre os vínculos entre o Kremlin e a campanha presidencial de Trump.

Yates, que ocupou o cargo de procuradora-geral durante dez dias, falará hoje pela primeira vez das advertências que fez à Casa Branca em janeiro sobre as relações de Flynn com a Rússia e sobre as conversas que o ex-general tinha mantido com o embaixador russo em Washington.

Segundo alertou Yates à Casa Branca, as revelações de Flynn ao embaixador russo o deixavam vulnerável a possíveis chantagens do Kremlin.

A audiência de hoje faz parte de uma série de sessões, públicas e a portas fechadas que está acontecendo tanto no Senado como na Câmara dos Representantes sobre a possível interferência russa nas eleições presidenciais dos EUA para determinar se houve algum tipo de coordenação entre o Kremlin e a campanha de Trump.

Receba notícias do UOL. É grátis!

Facebook Messenger

As principais notícias do dia pelo chatbot do UOL para o Facebook Messenger

Começar agora

Receba por e-mail as principais notícias, de manhã e de noite, sem pagar nada. É só deixar seu e-mail e pronto!

UOL Cursos Online

Todos os cursos