Trump quer que ex-procuradora seja perguntada por vazamento de informações

Washington, 8 mai (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pediu aos congressistas que perguntem à ex-procuradora-geral adjunta Sally Yates sobre os vazamentos de informações classificadas, em uma audiência que acontecerá nesta segunda-feira em uma comissão do Senado que investiga a possível interferência da Rússia nas eleições de 2016.

"Perguntem a Sally Yates, sob juramento, se ela sabe como informações classificadas chegaram aos jornais pouco depois que ela deu explicações ao Conselho da Casa Branca", disse Trump no Twitter.

Yates, que exerceu o cargo de procuradora-geral nas primeiras semanas do mandato de Trump, foi a pessoa que alertou a Casa Branca em janeiro que o então conselheiro de segurança nacional do presidente, Michael Flynn, tinha mentido sobre o conteúdo de seus contatos com o embaixador russo em Washington, Sergey Kislyak.

Yates advertiu à Casa Branca que as revelações de Flynn ao embaixador russo o deixavam, inclusive, vulnerável a possíveis chantagens do Kremlin.

Os contatos com Kislyak e o fato de Flynn ter mentido a respeito para o vice-presidente Mike Pence e outros integrantes do alto escalão do governo lhe custaram o cargo de conselheiro e ele acabou sendo demitido em fevereiro, o que provocou a primeira grande crise política do governo Trump.

Yates, por sua vez, foi exonerada por insubordinação depois que se negou a apoiar o veto de Trump para a entrada de refugiados e cidadãos de países de maioria muçulmana nos Estados Unidos, uma medida que atualmente está bloqueada nos tribunais.

Além de Yates, também comparecerá à audiência de hoje na comissão do Senado o ex-diretor do Escritório de Inteligência Nacional, James Clapper.

A audiência de hoje faz parte de uma série de sessões públicas e a portas fechadas que tanto o Senado como a Câmara de Representantes estão fazendo sobre a possível interferência russa nas eleições presidenciais dos EUA, para determinar se houve algum tipo de coordenação entre o Kremlin e a campanha de Trump.

Por outro lado, Trump reiterou hoje em outro tweet que Flynn recebeu "autorização" de segurança para revisar informação classificada do Executivo do ex-presidente Barack Obama (2009-2017), mesmo após ter sido pago para realizar trabalhos para governos estrangeiros.

Trump acrescentou que a imprensa "não gosta de falar sobre isso", em alusão a essa autorização dada a Flynn.

A renúncia de Flynn continua dando muito o que falar e o Pentágono investiga se o ex-conselheiro não cumpriu com sua obrigação de informar os pagamentos recebidos de governos estrangeiros após uma visita a Moscou em 2015.

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