Brasil e Colômbia aprofundam cooperação para combater crime fronteiriço

Bogotá, 9 mai (EFE).- O ministro da Defesa, Raul Jungmann, se encontrou nesta terça-feira em Bogotá com seu homólogo da Colômbia, Luis Carlos Villegas, para aprofundar a cooperação bilateral em matéria de inteligência militar e enfrentar ameaças como o crime organizado transnacional.

Os titulares de Defesa, que se reuniram pelo segunda vez no ano, concordaram que a confiança, a integração e os bons resultados devem ser produto do diálogo, para fazer um verdadeiro trabalho em equipe.

"Temos uma necessidade de compartilhar dados sobre nossa fronteira, que, apesar de ser em sua maioria selva fechada, tem uma permeabilidade que pode ser usada pelas distintas ameaças do crime organizado, ou de organizações armadas. Por isso, combinamos de aprofundar a cooperação sobre o sistema de vigilância na fronteira", disse Villegas a jornalistas.

Brasil e Colômbia compartilham uma fronteira de 1.645 quilômetros na região amazônica.

Villegas afirmou ainda que, na reunião de hoje em Bogotá, Jungmann lembrou que "há uma cadeia de crime organizado que vem desde o extremo norte de nosso continente, passa pela América Central, atravessa a Colômbia e segue para Brasil, Bolívia e Paraguai, e que temos que enfrentar conjuntamente".

Para tal fim "será criada uma comissão conjunta liderada pelo exército brasileiro e a força aérea colombiana para criar os mecanismos que permitam tornar compatíveis os dados produzidos hoje pelos sistemas de satélites e radares brasileiros", acrescentou o ministro colombiano.

O objetivo é que "possam ser lidos pelas equipes colombianas, e assim poder receber conjuntamente alertas na fronteira", acrescentou Villegas.

Da mesma maneira assegurou que a polícia fortalecerá os mecanismos de intercâmbio de informação para os temas relacionados com feminicídio e crime organizado que estão afetando as regiões comuns.

Villegas acrescentou que na reunião bilateral se tocou inclusive no tema da visita do papa Francisco à Colômbia no próximo mês de setembro.

"Tivemos uma conversa para aprender com a visita do papa ao Brasil e que, em matéria de segurança, pode contribuir também para nosso desenho de segurança para a visita do sumo pontífice em setembro", declarou.

Jungmann, por sua parte, destacou a confiança, a integração e os resultados como os principais eixos do trabalho com a Colômbia para frear o crime organizado na fronteira comum.

A próxima reunião entre ambos países ficou programada para o próximo dia 17 de setembro no Brasil, segundo Villegas.

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