Coalizão internacional avança na luta contra EI, mas pede paciência

Copenhague, 9 mai (EFE).- Os países que integram a coalizão contra o grupo jihadista Estado Islâmico (EI) fizeram nesta terça-feira em Copenhague um balanço positivo das operações militares para derrotar o terrorismo no Iraque e na Síria, mas também pediram a intensificação dos esforços e admitiram que a luta será longa.

"Vamos acelerar ainda mais esta luta contra o terrorismo", declarou em coletiva de imprensa o secretário de Defesa dos Estados Unidos, James Mattis, ao ressaltar que o EI perdeu metade do território que chegou a controlar no Iraque e na Síria.

As forças da coalizão libertaram quatro milhões de pessoas e 60.000 quilômetros quadrados de território, enquanto sete milhões de deslocados voltaram a seus lares e mais de 250.000 menores no norte do Iraque podem novamente ir à escola, disse ao término da reunião dessa aliança a ministra de Defesa da Espanha, María Dolores de Cospedal.

Em declarações à imprensa espanhola, Cospedal falou de um progresso "lento", mas seguro, e elogiou a "coesão" que existe dentro da coalizão.

"O avanço é lento, mas é um avanço consistente e a coesão que existe dentro da coalizão internacional é absolutamente essencial", afirmou a ministra espanhola.

Seu homólogo dinamarquês, Claus Hort Frederiksen, que foi o anfitrião da reunião realizada na sede do Ministério de Assuntos Exteriores e que contou com a presença de responsáveis de Defesa de uma dúzia de países, valorizou o que já foi conquistado, mas pediu "paciência".

"Vamos pelo caminho correto. Derrotaremos o EI, mas devemos ser pacientes, levará tempo", reconheceu.

Antes de chegar a Copenhague, Mattis reiterou em uma conversa com a imprensa a bordo do avião ministerial que os Estados Unidos analisarão a proposta de Rússia, Irã e Turquia - pactuada há alguns dias em Astana - para criar quatro zonas seguras na Síria.

"Estudaremos isso, tudo está em processo. Não se tem decidido nada no sentido de quais são as zonas seguras, quem verificará que o são, quem participará, quem ficará fora. Todos estes detalhes devem ser resolvidos e estamos comprometidos com isso", assegurou Mattis, segundo um comunicado do Departamento de Defesa.

Mattis destacou que, por respeito ao povo sírio, os Estados Unidos devem "pelo menos examinar de forma muito muito cuidadosa" a proposta, que a Rússia expôs perante o Conselho de Segurança da ONU para que seja respaldada com uma resolução.

Na coletiva conjunta com Hjort Frederiksen, Mattis revelou que tinha realizado conversas bilaterais "muito úteis" com seu homólogo turco em Copenhague e enfatizou que a intenção dos Estados Unidos é coordenar esforços para trabalhar juntos no Iraque e na Síria.

O secretário de Defesa dos EUA se reuniu depois com o premiê dinamarquês, Lars Loekke Rasmussen, antes de seguir viagem à Lituânia.

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