Combates em Benghazi causam morte de 35 combatentes e milicianos

Trípoli, 9 mai (EFE).- Pelo menos 28 soldados das forças lideradas pelo marechal Khalifa Hafter, o homem forte do leste da Líbia, morreram nesta terça-feira em combates com milícias islâmicas em Benghazi, a segunda cidade mais importante do país, indicou à Agência Efe o serviço de informação do grupo islamita "Majlis al Shura".

Tal grupo explicou que seus milicianos conseguiram conter o avanço das tropas de Hafter, mas perderam sete homens na batalha.

No enfrentamento, que aconteceu no estratégico eixo do bairro de Sabri, que permite o acesso ao núcleo da cidade, as tropas islamitas conseguiram "destruir um tanque e um blindado fabricado nos Emirados Árabes Unidos" apesar da presença constante da aviação de combate de Hafter.

As forças de Hafter, por sua vez, admitiram uma única baixa e comemoraram o avanço em Sabri, onde conseguiram abrir duas brechas no círculo defensivo dos islamitas perto da rua Al Sharif, como mostraram imagens da televisão local.

Fontes médicas na cidade elevaram para 12 o número de combatentes mortos na operação que o comando do exército de Hafter apresentou como um avanço significativo na cidade.

Benghazi, cidade onde se concentrou o levantamento contra a ditadura de Muammar Kadafi, é cenário de contínuos combates desde que Hafter iniciou um cerco em maio de 2014 para expulsar milícias aliadas ao antigo governo islamita em Trípoli, que foi deposto naquele mesmo ano.

Desde então, dezenas de milhares de habitantes da cidade foram obrigados a fugir, se tornando deslocados internos, enquanto grupos jihadistas ligados a organizações como o Estado Islâmico (EI) e a Al Qaeda no Magrebe Islâmico (AQMI) se assentaram e resistem em seu interior.

A Líbia é um estado falido, vítima do caos e da guerra civil, desde que a Otan contribuiu em 2011 para a vitória dos rebeldes frente à longa ditadura de Kadafi.

Na atualidade, dois governos disputam o poder com o apoio de diferentes milícias: um sustentado pela ONU em Trípoli e outro no leste sob a liderança militar de Hafter, que domina cerca de 60% do território nacional.

Da anarquia vigente também se beneficiam os grupos jihadistas e as máfias dedicadas ao contrabando de combustível, armas e pessoas. EFE

mak-jm/rpr

Receba notícias do UOL. É grátis!

Facebook Messenger

As principais notícias do dia pelo chatbot do UOL para o Facebook Messenger

Começar agora

Receba por e-mail as principais notícias, de manhã e de noite, sem pagar nada. É só deixar seu e-mail e pronto!

UOL Cursos Online

Todos os cursos