EUA parabenizaram Moon Jae-in por triunfo nas eleições da Coreia do Sul

Washington, 9 mai (EFE).- O governo dos Estados Unidos felicitou nesta terça-feira o liberal Moon Jae-in por sua vitória nas eleições presidenciais da Coreia do Sul, com a qual pôs fim a uma década de domínio conservador.

"Nós nos unimos ao povo da Coreia do Sul para celebrar sua pacífica e democrática transição de poder", declarou o porta-voz da Casa Branca, Sean Spicer, em um comunicado.

"Esperamos com interesse trabalhar com o presidente eleito Moon para continuar fortalecendo a aliança entre Estados Unidos e a República da Coreia, e aprofundar a amizade duradoura e a associação entre nossos dois países", acrescentou.

O vencedor do pleito se comprometeu a criar emprego, potencializar as pequenas e médias empresas e a reduzir a desigualdade em um país onde 10% dos assalariados ganha metade do gerado, algo que revela a tremenda concentração de riqueza e poder dos "chaebol" (os grandes conglomerados controlados por clãs familiares).

Moon assumirá o cargo praticamente de forma imediata, ao invés de ter que esperar os dois meses de "transição" que são tradição no país, algo que acontecerá pela primeira vez desde que a Coreia do Sul voltou a realizar eleições democráticas em 1987, uma vez que à frente do país há um governo interino há cinco meses.

O presidente interino, Hwang Kyo-ahn, anunciará amanhã mesmo sua saída de um cargo que ocupa desde que, no último dia 9 de dezembro, o parlamento destituiu a ex-presidente conservadora Park Geun-hye, uma decisão que depois foi ratificada pelo Tribunal Constitucional em março, forçando a antecipação das eleições.

O envolvimento de Park, atualmente em prisão preventiva, no esquema de corrupção da "Rasputina" condicionou totalmente estas eleições, que registraram a maior participação em duas décadas (77,2%).

Essa cifra demonstra a indignação gerada por um escândalo que explodiu há pouco mais de seis meses e levou milhões de sul-coreanos às ruas para pedir a renúncia de Park.

A filha do ditador Park Chung-hee foi acusada de criar uma rede de tráfico de influências com sua amiga Choi Soon-sil, conhecida como "Rasputina" por sua influência sobre a ex-presidente, que supostamente obteve milhões de dólares em subornos de grandes empresas.

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