Governador de Jacarta é condenado a 2 anos de prisão por blasfêmia

Jacarta, 9 mai (EFE).- Um tribunal da Indonésia condenou nesta terça-feira, a dois anos de prisão, o governador de Jacarta, o cristão Basuki Tjahaja Purnama, considerado culpado por blasfêmia, em um caso que, segundo os especialistas, testa o pluralismo religioso no país mais populoso do Islã.

O juiz observou que o acusado não mostrou remorso e que poderia "romper a unidade" da Indonésia antes de sua detenção.

A pena imposta é mais dura que a proposta pela promotoria, embora inferior a máxima estipulada na legislação do país, que estabelece até cinco anos de prisão por esse crime.

Purnama, de etnia chinesa e conhecido popularmente como Ahok, foi acusado em novembro do ano passado, por supostamente criticar o versículo 51 do Alcorão, algo que o político assegura que foi manipulado.

Ahok e seus advogados afirmaram que vão recorrer da decisão judicial.

Aproximadamente 13 mil policiais foram deslocados para a capital da Indonésia, com o objetivo de prevenir possíveis distúrbios entre partidários e opositores de Ahok, que em abril perdeu a disputa para reeleição.

A decisão acontece um dia depois de o governo ter dissolvido o grupo islamita Hizbut Tahrir Indonésia (HTI), por considerar que contradiz os princípios de unidade e diversidade nacional.

A Indonésia é o país com mais muçulmanos do mundo, com 88% de seus 250 milhões de habitantes professando esta religião, a grande maioria de forma moderada.

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