Incheon, o distrito que pode decidir as eleições presidenciais sul-coreanas

Seul, 9 mai (EFE).- Nas eleições presidenciais da Coreia do Sul, três distritos sempre elegeram o vencedor desde 1987: as províncias de Gyeonggi e Chungcheong do Norte e a cidade de Incheon, podendo esta última servir como um termômetro nacional, assim como acontece com alguns estados nas eleições nos Estados Unidos.

Desde que o país recuperou a democracia há quase 30 anos, os seis candidatos que vieram a ocupar a Casa Azul sempre venceram nesses três lugares.

Dos três, o que mostra resultados mais parecidos com a média nacional, da mesma forma que acontece com Ohio (considerado o "estado-termômetro" nas eleições americanas), é Incheon, onde em 2012 o apoio aos dois principais candidatos foi idêntico (51% para Park Geun-hye e 48% para Moon Jae-in) ao refletido na apuração em nível nacional.

Essa cidade, situada a oeste da capital Seul e famosa por ter o maior porto do país, tem um importante peso no resultado final, já que contribui com 2,5 milhões dos 42,4 milhões de votos que estão em jogo hoje.

Não obstante, Gyeonggi, província vizinha tanto de Seul como de Incheon, tem mais influência proporcional ao ter quatro vezes a população de Incheon (12 milhões frente aos três de Incheon).

De fato, segundo dados da Comissão Nacional Eleitoral (NEC, sigla em inglês), os votantes de Gyeonggi e Seul somados constituem 44% do total do país, uma proporção que sobe para 51% se for acrescentada a segunda cidade do país, Busan (sudeste), o que reflete a enorme concentração de população que existe nestes dois núcleos.

Busan também terá um papel especial nestas eleições e chegou a ser considerada como uma "swing city" - uma cidade sem uma tendência política definida, que pode pender para um lado ou para o outro, como os 'swing states' nos EUA - nesta ocasião devido à disputa intensa por votos nesta localidade de 3,5 milhões de habitantes.

Isto se deve ao fato de que tanto o liberal Moon Jae-in, o principal favorito nas pesquisas, como um de seus principais rivais, o centrista Ahn Cheol-soo, foram criados em Busan (algo que costuma atrair muitos votos na Coreia do Sul) que, por sua vez, é considerada um reduto tradicional dos conservadores, já que nesta cidade a direita sempre venceu.

Outras localidades que podem ter grande peso nas eleições presidenciais deste ano são as províncias de Jeolla do Norte e do Sul, e o distrito metropolitano de Gwangju, todos no sudoeste do país.

Nestas três demarcações, que hoje apresentavam os melhores índices de participação provisória (faltando cinco horas para o fechamento das seções eleitorais, quase 70% do eleitorado já havia votado), nunca venceu um conservador nos seis pleitos presidenciais realizados desde 1987.

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