Trump demite diretor do FBI

Washington, 9 mai (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, demitiu o diretor do FBI (polícia federal americana), James Comey, segundo informou nesta terça-feira o porta-voz da Casa Branca, Sean Spicer, em comunicado.

"O FBI é uma das instituições mais estimadas e respeitadas de nossa nação e o dia de hoje marca um novo começo para a joia da coroa das nossas forças da ordem", afirmou Trump na nota oficial.

Spicer indicou que Trump "agiu se baseando nas recomendações claras do vice-procurador-geral, Rod Rosenstein, e do procurador-geral, Jeff Sessions", e acrescentou que "a busca por um novo diretor do FBI começará imediatamente".

O próprio presidente enviou hoje uma carta a Comey, divulgada por vários meios de comunicação americanos, na que lhe informa sobre sua demissão "com efeito imediato".

"Embora tenha apreciado enormemente que o senhor me informasse, em três ocasiões distintas, que não estou sob investigação, mesmo assim estou de acordo com a conclusão do Departamento de Justiça de que o senhor não é capaz de liderar eficazmente o FBI", disse Trump na carta, em uma aparente referência à investigação da polícia federal americana sobre os laços entre a Rússia e a campanha do atual governante.

"É essencial que encontremos um novo líder para o FBI que restaure a confiança do público em sua vital missão de aplicação da lei", completou Trump na carta.

A demissão aconteceu depois da divulgação hoje da notícia que Comey assegurou perante o Congresso dos EUA na semana passada, de maneira errônea, que Huma Abedin, antiga assessora da ex-candidata presidencial democrata, Hillary Clinton, tinha reenviado centenas de milhares de e-mails ao laptop de seu marido, algo que, de fato, não aconteceu.

Segundo apontam hoje vários meios de comunicação americanos, os e-mails de Hillary foram enviados ao computador do marido de Abedin, o então representante por Nova York, Anthony Weiner, através de um sistema de back-up do telefone celular da assessora, segundo indicaram funcionários a par dos acontecimentos.

Alguns desses e-mails, embora muito menos que os "centenas de milhares" que Comey afirmou em seu recente testemunho no Congresso, poderiam ter sido enviados para serem impressos, asseguraram as mesmas fontes.

Comey disse aos legisladores que os e-mails de Hillary que continham informação confidencial foram "de alguma maneira" enviados a Weiner por sua esposa, Abedin.

"De alguma maneira, seus e-mails foram enviados a Anthony Weiner, incluindo informação confidencial, por sua assessora, Huma Abedin", afirmou o chefe do FBI.

Os e-mails não foram marcados como confidenciais, embora o FBI mais tarde tenha encontrado informação confidencial contida em algumas das mensagens recuperadas do computador de Weiner.

A descoberta das mensagens de e-mail em outubro do ano passado, a apenas alguns dias das eleições presidenciais, fizeram com que Comey alertasse ao Congresso em uma carta pública que tinha reaberto a investigação sobre o servidor privado de Hillary.

Alguns democratas e a própria Hillary culparam Comey por sua derrota nas eleições por voltar a levar dúvidas sobre seu uso da informação a poucos dias do pleito de 8 de novembro, que acabou vencido pelo republicano Donald Trump

Em seu depoimento perante um comité do Senado da semana passada, Comey disse sentir "náuseas" ao pensar que sua investigação sobre Hillary Clinton pode ter causado impacto no resultado das eleições, mas defendeu sua decisão de reabrir as investigações quando restavam apenas 11 dias do pleito.

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