Nepal, berço de Buda, celebra o aniversário de nascimento do "iluminado"

Katmandu, 10 mai (EFE).- Milhares de budistas celebraram nesta quarta-feira no Nepal, o berço de Buda, o aniversário de nascimento do "iluminado", que acredita-se que aconteceu no ano 623 a.C. na localidade de Lumbini, perto da fronteira com a Índia.

Durante toda a manhã, monges budistas de países como Nepal, Índia, Tailândia, Mianmar e Sri Lanka estiveram em Lumbini para oferecer suas preces em um dos lugares mais sagrados para esta religião, onde se tem conhecimento de que aconteceram importantes peregrinações desde o século III a.C.

No país do Himalaia, onde cerca de 9% de seus 28 milhões de habitantes professam o budismo, as demonstrações de respeito para "O iluminado" também aconteceram em outros lugares sagrados como a grande estupa Boudhanath, o monumento budista mais emblemático do vale de Katmandu.

A grande estupa, construída por volta do século VII para abrigar as relíquias de uma santidade, foi danificada pelo devastador terremoto de 2015 que causou graves danos no país e perto de 9 mil mortes, mas foi restaurada no final do ano passado.

Por causa da festividade, o primeiro-ministro do Nepal, Pushpa Kamal Dahal, assegurou nesta quarta-feira através de um comunicado que, para que o mundo se torne melhor, todos deveriam interiorizar a serenidade de Buda, que defendeu a "paz, a não violência e o conforto humano".

Hoje é feriado no Nepal, um país predominantemente hinduista.

Segundo a tradição budista, a rainha Maya Devi, mãe de Buda, deu à luz segurando o galho de uma árvore no Jardim de Lumbini, no meio do caminho entre o reino de seus pais e o de seu esposo, o rei Sudhodhan.

O lugar que é considerado como o de nascimento de Siddhartha Gautama, o nome de Buda antes da "Iluminação", foi identificado em 1896.

A descoberta do local de nascimento de Buda aconteceu depois que um édito em pedra de Ashoka, imperador indiano do século III a.C. que se converteu do hinduísmo ao budismo e que prestou particular atenção aos lugares santos de sua nova fé religiosa, foi encontrado.

Inscrito no Patrimônio Mundial em 1997, o Jardim Sagrado de Lumbini era muito frequentado em meados do primeiro milênio de nossa era, mas, posteriormente, foi abandonado e coberto pela selva na Idade Média até sua redescoberta, segundo a Unesco.

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