OEA muda sede de Assembleia Geral da Cidade do México para Cancún

Washington, 10 mai (EFE).- Por questões "logísticas", a Organização dos Estados Americanos (OEA) aprovou nesta quarta-feira a mudança de sede de sua Assembleia Geral anual, que será realizada entre os dias 19 e 21 de junho, da Cidade do México para Cancún.

A nova sede oferece "melhores condições logísticas", segundo explicou o embaixador mexicano perante a OEA, Luis Alfonso de Alba, ao Conselho Permanente, reunido em sessão ordinária.

A OEA havia aprovado no dia 22 de março a realização de sua 47ª Assembleia Geral na Cidade do México de 19 a 21 de junho.

O México, segundo disse o embaixador do país na OEA em entrevista à Agência Efe em fevereiro, espera que em sua primeira Assembleia ordinária não haja "o contraste" que houve na reunião de 2016, em Santo Domingo, entre a agenda oficial e o tema que acabou centrando o encontro: a crise política e social da Venezuela.

No entanto, a Assembleia chega em um momento de grande tensão entre a Venezuela e um grupo de países da OEA cuja liderança se atribui ao México.

A OEA votará nesta quarta-feira se convocará para o dia 22 deste mês uma reunião de chanceleres do organismo para abordar "a situação na Venezuela".

A aprovação dessa sessão em 26 de abril fez com que o governo venezuelano desse o passo sem precedentes de solicitar a saída da OEA no dia 28 do mesmo mês, o que não ocorrerá até 2019.

Embora até então Venezuela seja membro pleno da OEA, o governo de Nicolás Maduro deixou claro que não participará de nenhuma reunião da organização.

Assim, a Assembleia Geral no México é anunciada como a primeira sem a Venezuela, que já se ausentou na semana passada do primeiro Conselho Permanente organizado após o anúncio de sua saída.

Na reunião desta quarta-feira, o assento do país permanece vazio por enquanto. No dia anterior, fontes da delegação venezuelana explicaram à Efe que não tinham previsto comparecer ao encontro.

Até agora, Cuba era o único país da região que não participava da OEA, apesar de em 2009 ter sido retirada sua suspensão de 1962.

A Assembleia no México será o primeiro encontro dos chanceleres da região com o governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, embora ainda não esteja confirmado se comparecerá o secretário de Estado, Rex Tillerson, ou outro representante.

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