Presos palestinos pedem que ONU pressione Israel por melhores condições

Jerusalém, 10 mai (EFE).- Centenas de presos palestinos em prisões israelenses em greve de fome há 24 dias enviaram nesta quarta-feira uma carta exigindo ao Conselho de Segurança da ONU que pressione Israel para que cumpra com as demandas humanitárias nos centros prisionais.

O documento foi entregue na noite de terça-feira na sede da ONU em Ramala, segundo confirmou à Agência Efe Mustafá Barguti, membro do Comitê Executivo da Organização para a Liberdade da Palestina (OLP), que acrescentou que os presos estão à espera de uma reação.

"A carta é muito clara", explicou Barguti. "Os presos pedem às Nações Unidas que tenham uma postura neste assunto para exigir de Israel medidas mais humanas em suas prisões e exerça pressão sobre o governo".

Até agora, os representantes da OLP nas Nações Unidas se queixaram que Israel não respondeu às petições dos prisioneiros relativas a acabar com o uso de celas de isolamento, tortura, negligência médica, detenção administrativa, bem como acesso à educação, cuidado médico e visitas de familiares.

A representante da OLP nas Nações Unidas, Feda Abdelhady Naser, assegura que segundo os presos "se intensificaram os mau-tratos e o castigo coletivo nas prisões" desde que os prisioneiros começaram seu protesto.

A greve de fome é liderada por Marwan Barguti, de 58 anos e que cumpre prisão perpétua por participar no assassinato de cinco israelitas durante a Segunda Intifada (2000-2005).

Segundo informou hoje à Agência Efe que a porta-voz do serviço de prisões, Hana Herbs, dos mais de mil presos que começaram a greve de fome em 17 de abril, 870 seguem com ela.

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