Procuradoria do Panamá interroga irmão da vice-presidente no caso Odebrecht

Cidade do Panamá, 10 mai (EFE).- A procuradoria do Panamá informou nesta quarta-feira que o irmão da vice-presidente e chanceler panamenha, Isabel De Saint Malo, prestou depoimento nesta semana por seu suposto envolvimento na compra de um helicóptero confiscado no caso dos subornos da Odebrecht.

Raúl De Saint Malo falou com as autoridades no início desta semana "de forma voluntária", mas terá que voltar à procuradoria "em datas próximas" para estender seu depoimento, destacou o Ministério Público em um comunicado.

O empresário e irmão da chanceler panamenha foi vinculado com a emissão de um cheque de US$ 1,9 milhão com o qual a família do ex-presidente Ricardo Martinelli (2009-2014) supostamente pagou parte do helicóptero, retido há um mês.

A procuradoria do Panamá investiga se o aparelho, que tem matrícula N1626L e é propriedade de um dos filhos do ex-governante, Luis Enrique Martinelli, foi comprado para lavar dinheiro procedente dos subornos pagos pela Odebrecht, algo que a família nega categoricamente.

No Panamá, a procuradoria tramita seis investigações em torno da construtora brasileira, com pelo menos 17 indiciados, entre eles dois filhos do ex-presidente, Ricardo Alberto e Luis Enrique Martinelli, sobre os quais pesa uma ordem de busca e captura internacional.

O Ministério Público lhes acusa de ter recebido pelo menos US$ 22 milhões da Odebrecht, e confiscou deles até agora duas contas bancárias na Suíça, uma conta e um apartamento de luxo na Espanha e o helicóptero em questão.

Também foi indiciada por este mesmo caso a advogada da família, Evelyn Vargas, que se entregou à Interpol no México em fevereiro e se encontra em prisão preventiva desde então por supostamente ter ajudado a lavar dinheiro da Odebrecht para os filhos de Martinelli.

Segundo a imprensa local, foi a própria advogada que chamou atenção para a existência deste helicóptero durante seu depoimento à procuradoria.

A Odebrecht, que é a principal empreiteira do Estado panamenho e executa atualmente projetos de infraestrutura que superam US$ 3 bilhões, se comprometeu verbalmente em dezembro a pagar US$ 59 milhões ao Panamá, mas ainda não há nenhum acordo assinado.

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