Schulz apoia Macron em ideia de orçamento único para zona do euro

Berlim, 10 mai (EFE). - O candidato social-democrata nas eleições alemães, Martin Schulz, é favorável ao orçamento comum aos países da zona do euro, como propôs o presidente eleito francês, Emmanuel Macron, ideia que envolveria mudar os tratados europeus e que a chanceler alemã, Angela Merkel, rejeita.

Em entrevista publicada antecipadamente nesta quarta-feira no site da revista alemã "Die Zeit", e que amanhã sairá na íntegra na edição impressa, Schulz diz que esta proposta é "razoável" e defende um "aprofundamento da zona do euro".

"Se os Estados do Eurogrupo devem fazer tarefas comuns, seria razoável um orçamento comum", considera o ex-presidente do Parlamento Europeu (PE).

Para ele, é necessária uma "estratégia" que quebre o "ciclo eterno de reuniões sem consequências onde nada é dito" e que leve a um "maior crescimento e mais postos de trabalho" aos países da zona do euro. O candidato também acredita ser importante apoiar uma maior integração da zona do euro "que não quer a política de isolamento dos Estados Unidos e que não quer que o Brexit triunfe".

Schulz apoia um dos elementos mais radicalmente europeístas da campanha de Macron e uma das questões nas quais ele mais se distancia da chanceler alemã. De fato, o candidato social-democrata quer dar uma orientação claramente pró-Europa a sua campanha, para se distinguir do programa de Merkel nas eleições gerais de 24 de setembro.

O presidente eleito da França defendeu durante a campanha, para além de um orçamento para a zona do euro, um grande programa de investimentos com financiamento comunitário e um comissário para o euro.

Segundo Schulz, das eleições presidenciais franceses é possível extrair duas lições: que um candidato secundário pode se tornar "muito rapidamente" o favorito e que é possível captar votos defendendo posturas claramente pró-Europa.

"É exatamente isso que proponho ", afirma o candidato, que destaca que seu objetivo é pôr fim à era Merkel e "desbancar" a chanceler alemã.

Conforme as pesquisas mais recentes, se as eleições parlamentares fossem agora os conservadores de Merkel obteriam 35,5% dos votos, seguidos pelos social-democratas (28,5%), A Esquerda (9%), Alternativa para Alemanha (8%), Os Verdes (7,1%) e os liberais (6,6%).

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