Trump diz que democratas não confiavam em Comey e queriam sua saída

Washington, 10 mai (EFE).- O presidente dos EUA, Donald Trump, disse nesta quarta-feira que inclusive os democratas tinham perdido a confiança no ex-diretor do FBI James Comey, que foi demitido de forma surpreendente na terça-feira, e queriam sua saída, ao prometer que será substituído por alguém que devolverá o "prestígio" a essa agência.

"Os democratas disseram algumas das piores coisas sobre James Comey, incluindo o fato de que deveria ser demitido, mas agora fingem estar tristes!", tuitou Trump.

Segundo Trump, o até agora diretor do FBI, que liderava uma investigação sobre os possíveis laços da campanha do magnata com a Rússia nas eleições de 2016 e foi demitido de forma surpreendente nesta terça-feira, "perdeu a confiança de quase todo o mundo em Washington, tantos republicanos como democratas".

"Quando as coisas se acalmarem, me agradecerão!", acrescentou Trump sobre sua decisão de demitir Comey.

Comey "será substituído por alguém que fará um trabalho muito melhor, devolvendo o espírito e o prestígio do FBI", disse o presidente.

Além disso, Trump tuitou um artigo do blog conservador Drudge Report sobre 10 "grandes escândalos" do FBI ocorridos sob a direção de Comey.

Segundo explicou o porta-voz da Casa Branca, Sean Spicer, ao informar nesta terça-feira sobre a demissão de Comey, Trump "agiu se baseando nas recomendações claras do vice-procurador-geral, Rod Rosenstein, e do procurador-geral, Jeff Sessions".

O próprio Trump enviou uma carta a Comey, que realizava uma viagem à Califórnia quando explodiu a notícia, na qual informou sobre sua demissão "com efeito imediato".

"Embora aprecio enormemente que o senhor tenha me informado, em três ocasiões distintas, que não estou sob investigação, ainda assim estou de acordo com a conclusão do Departamento de Justiça de que o senhor não é capaz de liderar eficazmente o FBI", diz Trump nessa carta, em aparente alusão às investigações sobre os supostos nexos entre sua campanha e a Rússia.

De acordo com Rosenstein, o já ex-chefe do FBI perdeu seu emprego por violar os princípios do Departamento de Justiça ao falar publicamente sobre a investigação do uso do e-mail por parte de Hillary Clinton quando era secretária de Estado (2009-2013).

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