Maduro afirma que morte em protesto aconteceu em "circunstâncias estranhas"

Caracas, 11 mai (EFE).- O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, disse nesta quinta-feira que o jovem Miguel Castillo, morto ontem durante um protesto antigovernamental, morreu "em estranhas circunstâncias", e indicou que, perante algumas denúncias de "abusos de autoridade", ordenou que o funcionário que os cometa seja castigado.

"Morreu em estranhas circunstâncias um jovem em Las Mercedes (leste de Caracas), está sendo investigado, outra vez morreu por um rolimã, uma bala de chumbo, que somente pode ser disparada de armas não convencionais", disse o presidente em um ato transmitido em rede obrigatória de rádio e televisão.

"Foi assassinado a cinco metros, doloroso, aqui está a esfera metálica", comentou o presidente venezuelano, mostrando uma foto de uma bala de chumbo que garantiu ter sido extraída do corpo de Castillo.

Maduro declarou que ontem também morreu um "jovem trabalhador" que o Ministério Público identificou como Anderson Enrique Dugarte, mototaxista de 32 anos, que recebeu um disparo de um "franco-atirador" no estado de Mérida.

"Morreu baleado por um franco-atirador desses que a MUD (aliança opositora Mesa da Unidade Democrática) colocou em alguns lugares do país para atacar o povo", assegurou, acrescentando que "a Venezuela é vítima de uma emboscada nacional e internacional do fascismo".

Além disso, disse que "ontem foram feitas algumas denúncias sobre alguns abusos de autoridade de alguns funcionários" e que "imediatamente" ordenou "a investigação e o castigo a qualquer funcionário que abuse da força física contra qualquer cidadão".

Maduro ressaltou que, assim como pede esta investigação, também pede que se investigue "o golpe de Estado" que assegura estar sendo promovido pela "direita", e defendeu a atuação da Guarda Nacional e da Polícia Nacional Bolivariana que têm se encarregado de reprimir os protestos.

Há pouco mais de um mês a Venezuela é palco de uma onda de protestos, que em algumas ocasiões se tornaram violentos e deixaram um saldo de 39 mortos, centenas de feridos e quase dois mil detidos. EFE

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