Senado dos EUA manda ex-assessor de Trump entregar documentos sobre Rússia

Washington, 10 mai (EFE).- O Comitê de Inteligência do Senado dos Estados Unidos ordenou na quarta-feira que Michael Flynn, ex-assessor de Segurança Nacional do presidente Donald Trump, que entregasse documentos relacionados a Rússia.

Esta é a primeira citação emitida pelo comitê após o início da investigação sobre os vínculos da campanha de Trump com o Kremlin, já que até o momento tinham sido voluntárias, como as entregas de documentos.

Flynn, no entanto, tinha pedido imunidade ao comitê para colaborar na investigação sobre a Rússia, algo que foi rejeitado.

O presidente da comissão, o republicano Richard Burr, já tinha advertido que emitiria citações para quem não cooperassem com a investigação.

"Tudo tem sido voluntário até este momento, e entrevistamos muita gente e queremos continuar fazendo isso de maneira voluntária. Mas se as coisas que precisamos não são fornecidas, então temos uma grande quantidade de ferramentas", disse ao jornal "The Washington Post".

Em um comunicado conjunto com o vice-presidente do Comitê de Inteligência do Senado, o democrata Mark Warner, Burr lembrou ter solicitado os documentos para Flynn no dia 28 de abril, mas ele se negou a entregá-los.

Flynn esteve no foco da investigação sobre os vínculos da campanha de Trump com o Kremlin, já pouco depois da chegada do magnata nova-iorquino à Casa Branca.

Ele assessorou Trump na política externa durante a campanha e depois foi nomeado assessor de segurança nacional, cargo que foi forçado a pedir demissão depois de mentir sobre seus contatos com o embaixador russo em Washington.

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