Trump diz que Comey garantiu que ele não era investigado em caso sobre Rússia

Washington, 11 mai (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta quinta-feira que o ex-diretor do FBI James Comey lhe garantiu que ele não estava entre os investigados pela agência no caso sobre a suposta interfência da Rússia nas eleições de novembro.

Em trechos antecipados de uma entrevista à rede de televisão "NBC", Trump comentou que Comey, a quem demitiu de maneira fulminante na terça-feira, lhe disse em três ocasiões, uma pessoalmente e duas por telefone, que ele não estava sob investigação.

"Disse (a Comey): é possível que me deixe saber se estou sendo investigado?", contou Trump na entrevista, que será transmitida na íntegra hoje à noite.

A resposta de Comey, de acordo com Trump, foi clara: "O senhor não está sob investigação".

Trump defendeu sua decisão de demitir Comey e alegou que o faria "independentemente da recomendação" que recebeu de seu procurador geral, Jeff Sessions, e do subprocurador geral, Rod Rosenstein.

Este último, o "número dois" do Departamento de Justiça, elaborou um relatório de três páginas para explicar as razões da demissão do diretor do FBI, um documento que, segundo a Casa Branca, foi o que levou Trump a concluir que Comey deveria ser destituído "com efeito imediato".

O subprocurador geral ameaçou inclusive se demitir depois da versão da Casa Branca de que foi ele quem impulsionou a saída de Comey, conforme disseram funcionários do governo à alguns veículos de imprensa americanos.

Na entrevista à "NBC", Trump contradisse totalmente a versão da Casa Branca sobre a demissão de Comey. "Iria demití-lo independentemente da recomendação", afirmou.

Comey "é um fanfarrão", e o FBI era "um descontrole" há tempo, disse Trump.

A razão oficial da demissão de Comey dada pela Casa Branca é a má gestão que fez da investigação sobre o uso por parte da democrata Hillary Clinton, adversária de Trump nas eleições de novembro, de servidores de e-mail particular para comunicações oficiais quando era secretária de Estado (2009-2013).

A demissão de Comey gerou uma grande controvérsia, já que ele era o responsável por liderar a investigação sobre a suposta interferência de Moscou nas eleições de novembro e a relação entre funcionários do governo russo e membros da campanha eleitoral de Trump.

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