Trump nega conluio entre sua campanha e a Rússia após demitir chefe do FBI

Washington, 11 mai (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, negou nesta quinta-feira que existisse algum conluio entre sua campanha à presidência e o governo da Rússia, dois dias depois de demitir o já ex-diretor do FBI, James Comey, que precisamente investigava esta questão.

"Não tive nada a ver, isto é uma montagem dos democratas, não houve conluio entre minha campanha e os russos", afirmou Trump em uma entrevista à emissora de televisão "NBC".

O presidente americano disse ainda que investigar ele e sua campanha é um esbanjamento de dinheiro público, embora também tenha declarado que quer que a investigação seja bem realizada.

"Quero que seja forte, quero que seja boa e quero que seja feita", acrescentou Trump, que disse ainda que "quer saber" se a Rússia "fez algo" para afetar a campanha eleitoral.

Esta entrevista acontece dois dias depois da demissão de Comey, que à frente do FBI (polícia federal americana) investigava os supostos vínculos entre o Kremlin e a campanha de Trump.

A esse respeito, Trump afirmou que Comey "é um fanfarrão" e que o FBI estava "descontrolado" há muito tempo.

Por fim, Trump reforçou que Comey lhe assegurou que ele não estava sendo investigado por essa agência.

"Perguntei (a Comey): é possível que me deixe saber se estou sob investigação?", relatou Trump, a quem o ex-diretor do FBI teria respondido: "O senhor não está sob investigação".

Além do FBI, o Congresso dos EUA também está investigando a suposta ingerência russa nas eleições de novembro do ano passado, incluindo a suposta relação entre funcionários do Kremlin e a campanha de Trump.

Receba notícias do UOL. É grátis!

Facebook Messenger

As principais notícias do dia pelo chatbot do UOL para o Facebook Messenger

Começar agora

Receba por e-mail as principais notícias, de manhã e de noite, sem pagar nada. É só deixar seu e-mail e pronto!

UOL Cursos Online

Todos os cursos