Supremo da Itália condena capitão do Costa Concordia a 16 anos de prisão

Roma, 12 mai (EFE).- O Tribunal Supremo da Itália condenou nesta sexta-feira a 16 anos de prisão o ex-capitão Francesco Schettino pelo naufrágio do cruzeiro Costa Concordia em 2012, no qual morreram 32 pessoas, e agora espera que ele se apresente para cumprir a pena.

A IV Seção Penal do Supremo reduziu em um mês a pena recebida por Schettino no julgamento em primeira instância em fevereiro de 2016, ratificada posteriormente pelo Tribunal de Apelação de Florença.

Schettino foi condenado pelos crimes de naufrágio culposo, homicídio culposo, abandono de navio e por não ter informado imediatamente às autoridades portuárias sobre o acidente.

O ex-capitão, que ficou em liberdade durante todo o processo, não estava presente para ouvir o veredito. O advogado de Schettino, Saverio Sanese, disse que seu cliente se apresentaria imediatamente à Justiça caso fosse condenado para cumprir a condenação.

Na saída da audiência, Sanese afirmou que o ex-capitão esperou a sentença na porta da penitenciária de Rebibbia, em Roma, onde espera cumprir a pena. O advogado disse que vai esperar a publicação da decisão para recorrer ao Tribunal Europeu de Direitos Humanos.

O acidente ocorreu na noite do dia 13 de janeiro de 2012, quando o cruzeiro, no qual viajavam 4.229 pessoas, encalhou em frente da ilha de Giglio, na região central da Itália. A embarcação começou a tombar, e os passageiros começaram a abandoná-la em plena noite e em meio de uma enorme incerteza.

Nesse momento, Schettino já estava a salvo. Segundo muitas testemunhas, ele usou uma lancha para abandonar o barco a chegar em terra firme antes dos passageiros.

O incidente provocou a morte de 32 pessoas, deixando 64 feridos. Além disso, os destroços do barco ficaram dois anos parados na ilha de Giglio. Para retirá-los, foi necessário um grande trabalho de resgate. Um submarinista espanhol acabou morrendo na operação.

Nesses cinco anos, Schettino permaneceu em liberdade na província de Nápoles, no sul da Itália, e escreveu um livro "Le veritá sommerse" (Verdades Submergidas), no qual reconstrói os fatos.

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