Veterano da CIA será encarregado da América Latina na Casa Branca

Washington, 12 mai (EFE).- Juan Cruz, um veterano da Agência Central de Inteligência dos Estados Unidos (CIA) com experiência em vários países sul-americanos, será o novo encarregado da América Latina e do Caribe na Casa Branca.

Uma fonte da Casa Branca confirmou nesta sexta-feira à Agência Efe que se espera que Cruz assuma em breve o cargo de diretor de Assuntos do Hemisfério Ocidental no Conselho de Segurança Nacional (NSC, na sigla em inglês).

A expectativa era que esse cargo ficasse com o general Rick L. Waddell, que viveu 12 anos no Brasil, mas, segundo informou nesta semana a revista "Politico", houve uma mudança de planos e esse militar ocupará uma posição mais importante, a de "número dois" do assessor de segurança nacional do presidente Donald Trump, o general H. R. McMaster.

Dado o caráter clandestino das operações da CIA, há poucos detalhes disponíveis sobre o currículo de Juan Cruz, mas, segundo assegurou nesta quinta-feira o site da emissora "Univisión", trata-se de um porto-riquenho que fala espanhol com fluência e que trabalhou para a agência americana na Colômbia, no Peru e no Brasil.

"Juan é um especialista em América Latina e conhece pessoalmente muitas figuras importantes na região", disse à Agência Efe o ex-diretor para América Latina no NSC durante os últimos anos do mandato de Barack Obama, Mark Feierstein.

"Seu maior desafio estará dentro da Casa Branca, educando um presidente que não entende a importância da região e a necessidade de manter boas relações com nossos vizinhos para reduzir juntos a imigração irregular, combater o narcotráfico, defender os direitos humanos e promover um comércio que crie empregos", opinou o antigo ocupante do cargo.

Cruz, do qual não há fotografias nem dados oficiais disponíveis na internet, trabalhou recentemente como diretor para América Latina da CIA, e também foi chefe dessa agência na Colômbia há uma década, em um momento-chave na luta contra os cartéis do narcotráfico, de acordo com a "Univisión".

Esse espião ocupará o cargo que estaria reservado para Waddell, que, segundo fontes da Casa Branca, ainda não tinha tomado formalmente posse do cargo e só tinha realizado reuniões preparatórias.

A ascensão de Waddell a vice-assessor para Segurança Nacional de Trump, que ainda não foi anunciada formalmente, elevará o perfil de um general e ex-empresário que trabalhou 17 anos na América do sul, 12 deles no Brasil, com distintas empresas nas décadas de 1990 e 2000.

Resta ver se isso elevará o perfil da América Latina entre as prioridades de política exterior de Trump, que ainda não nomeou um encarregado para o continente no Departamento de Estado.

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