Putin viaja à China para participar de fórum sobre as Novas Rotas da Seda

Moscou, 13 mai (EFE).- O presidente russo, Vladimir Putin, viaja neste sábado para a China à frente de uma grande delegação governamental para discursar no Fórum sobre as Novas Rotas da Seda e se reunir com vários governantes internacionais.

"Nosso presidente discursará na cerimônia de abertura do fórum junto ao presidente chinês (Xi Jinping) e o secretário-geral da ONU (António Guerrres)", informou Yuri Ushakov, assessor do Kremlin.

Putin, um grande envolvido nos processos de integração regional, exporá "a visão russa sobre as perspetivas de desenvolvimento da cooperação no espaço eurasiático", acrescentou o diplomata.

Seu discurso incluirá várias "iniciativas concretas" sobre as rotas de transporte mais curto e efetivo através de território russo e dos outros membros da União Econômica Eurasiática para o transporte de mercadorias do oceano Pacífico ao Atlântico.

Além disso, falará dos ambiciosos projetos de infraestruturas em andamento no país, como a nova rede de estradas transiberianas e, em particular, a que unirá a zona do lago Baikal com a do rio Amur, fronteira natural entre Rússia e China.

Também destacará os esforços para incrementar a capacidade dos portos russos no Distante Oriente e os ingentes recursos que Moscou está investindo no desenvolvimento da rota ártica, alternativa ao Canal de Suez.

"Em um futuro essa rota pode se tornar no elo principal entre as regiões de Europa e Ásia-pacífico", precisou Ushakov.

Putin aproveitará para se reunir com vários governantes, como Xi e o primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, embora também possam ocorrer outros contatos informais.

Em particular, com Xi, segundo o Kremlin, abordará assuntos da agenda econômica-comercial, mas também os mais prementes problemas regionais e internacionais.

Segundo informou o Kremlin, durante a estadia de Putin no país não será assinado nenhum acordom, algo que acontecerá durante a visita de Xi à Rússia em4 de julho.

Desde a crise de 2008, mas especialmente após as sanções ocidentais, Putin tentou aprofundar os laços econômicos e comerciais com a China com a assinatura de importantes acordos energéticos.

O líder russo viaja acompanhado, entre outros, pelo ministro de Exteriores, Sergey Lavrov, e pelos titulares de Economia, Finanças, Energia, Transporte e Educação.

Também viajam os presidentes das principais corporações energéticas do país, Gazprom e Rosneft, entre outros.

Moscou não quer se limitar a fornecer matérias-primas - a Rússia superou em 2016 a Arábia Saudita como principal exportador de petróleo à China (52,5 milhões de toneladas) -, como demonstra o recente acordo para exportar mais de 50 milhões de toneladas de produtos agrícolas ao gigante asiático até 2028.

Alguns especialistas advertem que a Rússia pode se beneficiar da modernização de suas obsoletas infraestruturas de transporte, mas também sair prejudicada pelo fluxo de produtos chineses a baixo custo no mercado regional, em concreto, na Ásia Central.

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