Renault é primeira instituição na França que diz ter sofrido ciberataques

Paris, 13 mai (EFE).- O grupo automobilístico Renault informou neste sábado que foi alvo de ciberataques, o que o transforma na primeira grande empresa ou instituição na França que reconheceu ter sofrido essas invasões em seus sistemas de computadores, dentro da onda que está afetando dezenas de países.

Fontes da direção da Renault detalharam que a companhia, que está analisando a situação, tinha iniciado uma resposta desde ontem e estava fazendo o necessário para lidar com o problema.

O fato é que esta invasão estava tendo impacto na atividade de algumas unidades de montagem que a empresa não detalhou em um primeiro momento.

O delegado do sindicato Força Operária em Sandouville, Fabien Gloaguen, explicou que o trabalho nesta unidade do norte da França teve que ser interrompido desde a última madrugada como medida preventiva diante do risco de propagação do vírus, em declarações à emissora "BFMTV".

Em Sandouville, onde a empresa conta 3.600 trabalhadores, são montados furgões utilitários, essencialmente o Renault Trafic, mas também modelos de outras marcas que utilizam a mesma plataforma, como o Opel Vivaro e a Fiat Talento.

O fabricante francês já tinha sofrido outros ataques cibernéticos no passado, mas sem consequências particulares.

A Agência Nacional de Segurança dos Sistemas de Informação da França (ANSSI, sigla em francês) chegou a fazer ontem um alerta para advertir sobre o surgimento de um programa que invade os computadores e "explora vulnerabilidades de execução de código a distância para se propagar".

Em um comunicado, a ANSSI detalhou que trata-se de programa que provoca a codificação de todos os arquivos de um computador (e dos acessíveis, caso o computador esteja conectado a uma rede), e deu alguns conselhos de segurança.

Se for descoberto um ataque, este órgão público francês recomenda que os equipamentos afetados sejam desconectados imediatamente da rede para tentar bloquear o processo de codificação e a destruição de documentos.

A ANSSI também aconselha alertar o responsável sobre segurança cibernética, fazer um 'backup' dos arquivos importantes em suportes isolados e não pagar o resgate exigido pelos hackers.

"O pagamento não garante a decodificação dos dados e pode comprometer o meio de pagamento utilizado, em particular o cartão de crédito", enfatizou a ANSSI.

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