Trump espera nomear "rápido" um novo diretor do FBI

Washington, 13 mai (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse neste sábado que espera nomear "rápido" um novo diretor do FBI após a demissão de James Comey e detalhou que é possível, inclusive, que isso aconteça antes da próxima sexta-feira, quando partirá para a Arábia Saudita em sua primeira viagem internacional.

Trump falou brevemente com os jornalistas no Air Force One antes de voar para a Universidade Liberty, na Virgínia, onde fará um discurso hoje na cerimônia de formatura dos estudantes.

"Podemos tomar uma decisão rápida", comentou Trump sobre o processo de seleção do novo chefe do FBI após a demissão fulminante de Comey na última terça-feira.

Sobre se haverá uma decisão e um anúncio acerca de seu nomeado para dirigir o FBI antes de sua primeira viagem ao exterior, que será na próxima sexta-feira, Trump indicou que "isto é possível".

O presidente descreveu os candidatos para substituir Comey como "pessoas de destaque", "muito conhecidos" e "do mais alto nível".

O processo de entrevistas aos candidatos começará hoje mesmo e será dirigido pelo procurador-geral dos EUA, Jeff Sessions, e seu "número 2", Rod Rosenstein.

Há pelo menos quatro candidatos conhecidos que serão entrevistados dentro desse processo: o atual diretor interino do FBI, Andrew McCabe; o senador republicano John Cornyn; o juiz Michael Garcia, da corte de apelações de Nova York; e Alice Fisher, ex-chefe da divisão criminal do Departamento de Justiça.

A demissão fulminante de Comey provocou uma crise sem precedentes no governo Trump, que assumiu a presidência em janeiro.

A Casa Branca incorreu em numerosas contradições ao explicar a decisão de Trump, que, por outro lado, negou ter exigido "lealdade" a Comey, algo que fontes próximas ao ex-diretor do FBI asseguram que ele fez durante um jantar privado entre ambos no final de janeiro.

Trump não quis confirmar se tem gravações das conversações que manteve com Comey, ao ser perguntado em uma entrevista para a emissora "Fox" sobre o tweet que publicou na sexta-feira e no qual disse que o ex-diretor do FBI deveria "torcer" para que não existam "gravações" dessas conversas, "antes de começar a vazar" sua versão dos fatos "para a imprensa".

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