Microsoft pede que governos vejam ciberataque como "chamada de atenção"

Nova Iorque, 14 mai (EFE).- A Microsoft pediu neste domingo aos governos de todo o mundo que vejam o ciberataque global, que desde sexta-feira afetou mais de 200 mil aparelhos em pelo menos 150 países, como uma "chamada de atenção" sobre os métodos de "acúmulo de vulnerabilidades".

O presidente e principal assessor legal da Microsoft, Brad Smith, advertiu no blog oficial da companhia tecnológica que o "aprovisionamento" de vulnerabilidade informática por parte dos governos se tornou um "padrão emergente" que causa "danos generalizados" quando a informação é filtrada.

"Vimos aparecer no WikiLeaks vulnerabilidades armazenadas pela CIA, e agora esta vulnerabilidade roubada da NSA (Agência Nacional de Segurança) afetou clientes em todo o mundo", criticou Smith, pronunciando-se sobre a origem do erro no Windows que o software maligno WannaCry se aproveita.

Para o executivo da Microsoft, o ciberataque representa um vínculo "imprevisto, mas preocupante" entre o que considerou as duas ameaças mais sérias para a cibersegurança: a atuação a nível estatal e a atuação criminosa organizada, segundo manifestou.

Smith comparou o ataque do programa maligno WannaCry ao roubo de "armas convencionais" do exército americano para exigir aos governos que mudem seus "métodos" e se apeguem às mesmas "normas" que regem o mundo físico.

Neste sentido, lembrou que em fevereiro a companhia pediu a renovação da Convenção Digital de Genebra para que seja um requisito governamental "informar sobre as vulnerabilidades aos fornecedores, ao invés de armazená-las, vendê-las ou aproveitá-las".

O presidente da Microsoft pediu ação "coletiva" e trabalho em comum do setor tecnológico, dos clientes e dos governos para gerar uma maior proteção frente a ciberataques.

Além disso, Smith reconheceu a "responsabilidade" da Microsoft na resposta a essa "chamada de atenção" do ataque de WannaCry, que "explora" vulnerabilidades no sistema operacional Windows "roubadas" da NSA.

"Estivemos trabalhando desde sexta-feira para ajudar nossos clientes afetados pelo incidente", assegurou Smith, que destacou os "passos adicionais" tomados pela Microsoft para ajudar seus usuários com sistemas antigos da companhia.

Não obstante, disse que o fato de tantos computadores serem vulneráveis ao ataque dois meses depois que a Microsoft lançou o "path" para o erro demonstra que "não há maneira de os clientes se protejerem contra as ameaças a menos que atualizem seus sistemas".

O "ransomware" WannaCry, que exige um pagamento na moeda digital Bitcoin para recuperar o acesso aos computadores, atingiu o sietema de saúde do Reino Unido, grandes empresas na França e Espanha, a rede ferroviária na Alemanha, organismos públicos na Rússia e universidades na China, entre outros..

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