Conselho de Segurança condena último lançamento de míssil da Coreia do Norte

Nações Unidas, 15 mai (EFE).- O Conselho de Segurança da ONU condenou nesta segunda-feira o último lançamento de um míssil balístico por parte da Coreia do Norte e reiterou sua disposição a impor novas sanções contra Pyongyang.

Em um comunicado, os 15 membros do Conselho denunciaram o comportamento "altamente desestabilizador" da Coreia do Norte e o "desafio" às Nações Unidas representado por estes testes militares.

O país asiático está proibido pelo Conselho de Segurança de realizar este tipo de atividade e é objeto de duras sanções internacionais por seu programa nuclear e de mísseis.

Neste sentido, os países do Conselho se comprometeram hoje a implementar em sua totalidade esses castigos e a estimular os demais Estados a fazer o mesmo.

Além disso, como em outras ocasiões, deixaram claro que estão dispostos a endurecer as sanções contra Pyongyang.

Atualmente, Estados Unidos e China estão negociando uma possível ampliação dessas medidas, em resposta a movimentos anteriores por parte do regime norte-coreano.

No comunicado, o Conselho de Segurança lembrou que as "atividades ilegais com mísseis balísticos" contribuem ao desenvolvimento de sistemas capazes de transportar armas nucleares e estão aumentando a tensão na região e além.

O Conselho de Segurança pretende reunir-se de forma urgente nesta terça-feira para analisar a portas fechadas o último teste militar norte-coreano.

A Coreia do Norte disse hoje que seu último míssil lançado é um novo projétil aperfeiçoado de categoria média, o que foi certificado por especialistas e que situa Pyongyang mais perto de conseguir uma arma intercontinental capaz de alcançar os EUA.

O regime de Kim Jong-un informou através de sua agência de notícias, a "KCNA", que o míssil lançado na véspera é um novo projétil de "médio longo alcance" batizado como Hwasong 12 que é capaz de levar uma ogiva nuclear "de grande tamanho".

Lançado do centro do país no domingo, o projétil percorreu 787 quilômetros antes de cair no Mar de Japão, a 500 quilômetros de território russo, e após "voar a uma altura máxima de 2.111,5 quilômetros", segundo a "KCNA".

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