EUA acusam Rússia e Irã de permitir que Assad massacre prisioneiros na Síria

Nações Unidas, 15 mai (EFE).- A embaixadora dos Estados Unidos na ONU, Nikki Haley, acusou nesta segunda-feira a Rússia e o Irã de permitirem que o regime do presidente da Síria, Bashar al Assad, massacre prisioneiros no país.

As declarações de Haley foram feitas depois de o governo dos EUA afirmar que tem provas de que o regime de Assad assassinou milhares de prisioneiros e queimou seus corpos em um crematório construído próximo a uma prisão nos arredores de Damasco.

"A tentativa de encobrir assassinatos em massa no crematório de Assad é uma lembrança das piores ofensas contra a humanidade do século XX", disse a embaixadora dos EUA na ONU em nota.

Segundo Haley, apesar de Assad ser o maior responsável pela brutalidade, Rússia e Irã também carregam pesados fardos pelas ações do presidente da Síria.

"Rússia e Irã permitem os sequestros, a tortura, as execuções extrajudiciais, os ataques aéreos, os barris explosivos e os ataques com armas químicas de Assad", afirma Haley no comunicado.

A embaixadora dos EUA nas Nações Unidas ressalta que o "resto do mundo" reconhece os horrores do regime sírio e destaca que é o momento para a Rússia fazer o mesmo.

As declarações de Haley estão alinhadas com o discurso feito pelo secretário-adjunto para Assuntos do Oriente Próximo do Departamento de Estado, Stuart Jones, ao informar sobre a existência de provas dos assassinatos de prisioneiros na Síria.

Em uma entrevista coletiva em Washington, Jones pediu à Rússia que aumente a pressão para que as autoridades sírias "prestem contas por essas atrocidades".

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