Promotor peruano interrogará Marcelo Odebrecht em investigação sobre Humala

Lima, 15 mai (EFE).- O promotor peruano Germán Juárez interrogará nesta segunda-feira em Curitiba o empresário Marcelo Odebrecht como parte da investigação por supostas contribuições irregulares à campanha eleitoral do ex-presidente do Peru Ollanta Humala, que governou entre 2011 e 2016.

Juárez interrogará Odebrecht pela declaração de que a empresa entregou US$ 3 milhões à ex-primeira dama peruana Nadine Heredia para a campanha eleitoral de Humala em 2011. Na reunião estarão presentes os advogados de Heredia, que também planejam fazer perguntas ao empresário.

O promotor viajou ao Brasil junto com o coordenador das promotorias especializadas em lavagem de dinheiro, Rafael Vera, e com o chefe da Unidade de Cooperação Judicial Internacional e Extradições do Ministério Público, Alonso Peña.

Marcelo Odebrecht disse à Justiça brasileira que, perante um pedido do então ministro Antonio Palocci, entregou "via o Setor de Operações Estruturadas, US$ 3 milhões ao candidato à presidência do Peru Ollanta Humala" para a campanha presidencial de 2011.

A declaração da Odebrecht foi publicada pelo jornal "O Estado de São Paulo" em abril e fez parte de uma investigação aberta contra Humala, Heredia e a cúpula do Partido Nacionalista, por suposta lavagem de dinheiro.

O ex-diretor da Odebrecht no Peru Jorge Barata declarou a outro promotor que investiga o escândalo da Lava Jato em Lima, Hamilton Castro, que entregou o dinheiro em espécie a Herédia, mas que essa contribuição não estava condicionada a um benefício futuro.

Durante o período de Humala no poder, a Odebrecht ganhou a concessão, junto à espanhola Enagás e à peruana Graña y Montero, do Gasoduto Sul Peruano, uma obra de US$ 7 bilhões, mas após o escândalo o governo peruano anulou o contrato.

A empresa também assegurou ter entregue uma propina de US$ 20 milhões ao ex-presidente peruano Alejandro Toledo (2001-2006) pela construção de dois trechos da estrada Interoceânica Sul, caso pelo qual foi ordenada a prisão preventiva do ex-governante, que mora nos Estados Unidos.

Além disso, a promotoria incluiu em uma investigação preliminar o ex-presidente Alan García (2006-2011), que nega ter recebido propina para beneficiar a empresa brasileira.

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