David Friedman assume como novo embaixador dos Estados Unidos em Israel

Jerusalém, 16 mai (EFE). - David Friedman se tornou oficialmente nesta terça-feira o novo embaixador dos Estados Unidos em Israel depois de se apresentar diplomaticamente ao presidente do país, Reuven Rivlin, na residência oficial dele em Jerusalém.

"Servir aos Estados Unidos como seu embaixador em Israel é a maior honra da minha vida e me comprometo a fazer tudo o que puder para fortalecer as relações entre estas duas grandes nações", um laço que, segundo ele, é "inquebrável" e "não tem limites", disse, conforme um comunicado oficial.

Friedman enfatizou a posição de destaque que Israel ocupa na Administração do presidente americano, Donald Trump, que visitará a região no próximo dia 22 em sua primeira viagem internacional no posto.

"Seu amor e compromisso pelo Estado de Israel é sólido como uma rocha e tem a maior prioridade", disse para Rivlin.

Ele chegou ontem ao país para ocupar seu cargo depois que Trump o nomeou como embaixador em janeiro, antes mesmo de tomar posse, junto aos representantes americanos na Organização das Nações Unidas (ONU) e na China.

Sua figura não está livre de controvérsias. De origem judaica, o novo embaixador apoiou abertamente a construção de assentamentos judeus em território palestino e há alguns meses se retratou por defender a anexação da Cisjordânia pelo governo israelense, desde 1967.

Ele tem um apartamento em Jerusalém e a imprensa israelense especulou a possibilidade de que ele trabalhe frequentemente nesta cidade. Segundo o jornal "The Times of Israel", Friedman poderia utilizar o escritório de seus antecessores no Hotel King David, em Jerusalém Ocidental.

Durante a cerimônia, Rivlin garantiu que a visita de Trump "é muito importante", enfatizou o vínculo "inabalável" entre os Estados e disse desejar "encontrar novos caminhos e pensar novas ideias para seguir adiante e construir uma relação de confiança entre israelenses e palestinos".

Friedman jura seu cargo em meio as dúvidas de que Trump cumpra a promessa de mudar a embaixada americana de Tel Aviv para Jerusalém. Isso seria visto pelos palestinos e pela comunidade internacional como a aceitação pelo Executivo em Washington da ocupação israelense na parte oriental da cidade, território palestino ocupado e reclamado por estes como capital de seu estado.

Atualmente, nenhum país tem embaixada em Jerusalém, em represália pela decisão israelense em 1980 de se anexar unilateralmente a esta cidade, o que não é reconhecido pela comunidade internacional.

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