EUA esperam pactuar com China novas sanções contra Coreia do Norte

Nações Unidas, 16 mai (EFE).- Os Estados Unidos afirmaram nesta terça-feira que confiam em pactuar com a China um endurecimento das sanções da ONU contra a Coreia do Norte após seus últimos testes com mísseis e advertiu aos demais países que devem aumentar a pressão sobre Pyongyang.

A embaixadora americana nas Nações Unidas, Nikki Haley, disse aos jornalistas que seu país continua negociando com Pequim novas medidas, mas ainda não há um acordo definitivo.

"Estamos trabalhando atualmente, ainda não está feito", disse Haley ao ser perguntada pelas novas sanções em sua chegada a uma reunião a portas fechadas do Conselho de Segurança para abordar o lançamento neste fim de semana de um míssil balístico por parte da Coreia do Norte.

A embaixadora assegurou que tanto a China como os EUA e seus aliados, Japão e Coréia do Sul, estão trabalhando juntos em um "plano comum" sobre como responder a Pyongyang.

Ao mesmo tempo, insistiu que todos os países do mundo devem fazer uma escolha: "Ou apoia a Coreia do Norte ou nos apoia".

"Todos temos que enviar um sinal à Coreia do Norte", salientou Haley, que disse que seu país está preparado para sancionar àqueles Estados que não implementem as sanções internacionais contra Pyongyang.

A representante americana defendeu que o programa nuclear e de mísseis norte-coreano é uma ameaça para todo o mundo, e assegurou que Washington vai "apertar os parafusos" ao regime de Kim Jong-un.

"Vamos nos assegurar que colocamos pressão sobre eles. Econômica, diplomática, política, internacional", detalhou.

Haley lembrou ainda que os EUA estão dispostos a falar com a Coreia do Norte, mas somente se o país asiático abandonar antes todas suas atividades nucleares.

Perguntada pelas informações que apontam que hackers de Pyongyang poderiam estariam por trás do ciberataque mundial da sexta-feira passada, a embaixadora americana disse que "lamentavelmente não seria uma surpresa", mas que "aumentaria a preocupação".

"Acredito que a Coreia do Norte está tentando apresentar uma ameaça por todas as vias possíveis. Com capacidade nuclear, militar, com ciberataques... Estamos vendo eles reagirem exageradamente de uma forma que não é lógica", opinou.

A embaixadora americana atendeu aos jornalistas junto a seus homólogos de Japão, Koro Bessho, e da Coréia do Sul, Cho Tae-yul, que insistiram na urgência de responder a Pyongyang.

Segundo Cho, a Coreia do Norte está "no período final" do desenvolvimento de armas nucleares e "o tempo está se esgotando".

Cho considerou que o último teste do país vizinho foi, além disso, um desafio ao novo presidente sul-coreano, Moon Jae-in, e destacou a vontade do governante de responder a "qualquer provocação".

Já o representante de Japão defendeu que a comunidade internacional mantenha a firmeza perante a Coreia do Norte e que deve ser Pyongyang quem mude de rumo.

O Conselho de Segurança da ONU já condenou em um comunicado nesta segunda-feira o míssil balístico lançado durante o final de semana pela Coreia do Norte e se declarou disposto a endurecer as sanções contra o país.

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